
Em linguagem
financeira para não-financistas
JOÃO CARLOS M. FERRAZ
Este é o primeiro livro a tratar da crise financeira global, suas origens e consequências
para o Brasil e para o mundo, em linguagem de fácil assimilação. Embora o tema seja
complexo, o autor faz seu inventário numa linguagem coloquial, conversando com o
leitor, despindo-se do vocabulário que este mercado tanto reverencia.
João Carlos M. Ferraz é um espectador privilegiado do momento econômico, e devido
ao alto posto que ocupa na Petrobras, ele é uma testemunha ocular daquela que já é
considerada a crise do século.
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JOÃO CARLOS M.FERRAZ
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Entrevista com o Autor
AO: Professor, O senhor poderia explicar o subtítulo do seu livro "Em linguagem financeira para não-financistas?
João Ferraz: A minha motivação para escrever esse livro se deveu em muito ao grande número de consultas que eu recebia de amigos e pessoas do meu relacionamento, pessoal ou profissional, destinadas ao esclarecimento de dúvidas que essas pessoas tinham a respeito da crise financeira e que, em outubro de 2008, ocupava todos os veículos da mídia. Essas pessoas buscavam explicações sobre o que de fato estava acontecendo, mas em uma linguagem
menos técnica e mais simples, para que elas pudessem compreender melhor a situação geral do problema e tirar suas próprias conclusões. Desta forma, eu procurei abordar no livro as questões relacionadas à crise, mas utilizando uma linguagem o menos técnica possível, para descomplicar o tema, de forma que todos os leitores interessados pudessem compreender melhor um assunto que afeta a todos, principalmente os leigos em finanças.
136 pp. - R$ 42,00
ISBN 978-85-295-0066-9
Código de barras: 9 788529 500669
Capa de Antônio do Amaral Rocha
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AO: Como já foi amplamente divulgado, a crise financeira atual é resultado do fim da "bolha" imobiliária nos Estados Unidos e que gerou graves consequências de liquidez no sistema financeiro. Primeiramente no próprio mercado norte-americano e, a seguir, pela forte integração desse mercado com o resto do mundo, em todo o sistema financeiro mundial, num processo de rápida expansão como nunca antes visto na história econômica. Mas qual é a verdadeira origem dessa crise? Como surgiu esse problema de "bolha" imobiliária nos Estados Unidos?
JF: Na verdade, o "estouro" da bolha foi a consequência, ou melhor, o "estopim" que detonou todo o processo da crise de liquidez. Como todos sabemos, um estopim aceso, sozinho, não causa grandes problemas, a menos que ele esteja associado a um explosivo. A magnitude e resultados do "estouro" irão depender muito mais da quantidade armazenada do explosivo do que do estopim. Assim, da mesma forma, as reais causas da crise se iniciaram muitos anos antes do estouro da bolha em 2008 e foram ocasionadas por dois fatores principais. O primeiro foi a adoção, a partir do ano 2000, de uma política de juros baixíssimos (menos de 1% aa) praticada por um período muito longo (quase 5 anos) pelo banco central norte-americano (FED). Essa política trouxe enormes danos ao cenário econômico e financeiro mundial e criou um ambiente favorável ao surgimento de instrumentos de investimentos financeiros não tradicionais e de alto risco, já que investidores em geral (pessoas físicas e empresas) não conseguiam mais obter rendimentos satisfatórios para suas aplicações. O segundo fator que potencializou os efeitos da crise foi a absoluta falta de regulamentação e controle das autoridades financeiras e monetárias dos países mais ricos (em especial dos Estados Unidos) para fiscalizar o mercado e evitar a proliferação desses instrumentos de risco que, com o estouro da "bolha" em 2005 e 2006, gerou uma enorme quantidade de inadimplências dos financiamentos imobiliários e prejuízos cada vez maiores para as instituições financeiras e para os investidores que aplicaram seus recursos nesse mercado, como alternativas aos investimentos tradicionais que, por conta do primeiro fator, não geravam rendimentos financeiros para seus aplicadores. Essa situação culminou com prejuízos incalculáveis para os bancos e instituições financeiras que participavam desse mercado de financiamento imobiliário, deixando-os insolventes e provocando um efeito em cascata em outras instituições que, de alguma forma, estavam ligadas às primeiras, com perdas em seus balanços, queda das bolsas de valores e retração geral da economia mundial
AO: Não há qualquer dúvida de que a política de juros baixos adotada por período tão longo pelo FED foi a grande causa dos problemas gerais que impactaram a economia mundial. Essa política era totalmente inevitável?
JF: Essa pergunta é interessante e certamente gera, ainda hoje, dúvidas entre os especialistas. A meu ver, a resposta é sim, ela era até certo ponto evitável. A queda de juros praticados nos Estados Unidos, iniciada em 1999, não foi algo que foi gerado pelo FED ou que dependeu de ações praticadas pelo governo norte-americano. Essa queda foi de fato uma consequência de um movimento de entrada de recursos financeiros gerados em outras economias (principalmente asiáticas) e que buscavam aplicações rentáveis e seguras. Fruto do aumento de oferta desses recursos, o FED não necessitava oferecer taxas de juros elevadas para financiar a dívida norte-americana e, desta forma, os juros caíram. Mas a questão não foi a queda de juros em si, mas sim a manutenção dessa política de juros baixíssimos (menos de 1% aa) por um período de tempo tão longo e utilizada como suporte para o aumento da atividade econômica daquele país. E a modificação dessa gestão monetária estava ao pleno alcance do FED, mas ele decidiu mantê-la.
AO:Sem dúvida que o estouro da chamada "bolha imobiliária" norte-americana foi, se não o estopim do processo da crise financeira, pelo menos a pólvora que possibilitou essa explosão. No entanto, muitos argumentam que essa não foi a causa fundamental, mas sim o meio pelo qual a crise se implantou e permeou por todo o mercado financeiro. Se não fosse através desse problema, mais cedo ou mais tarde a crise teria surgido através de outro veículo. Qual então seria a causa fundamental da crise? Qual o verdadeiro "culpado" ou o grande "marco zero" para o surgimento da crise?
JF:Como explicado anteriormente, o verdadeiro "culpado" foi a adoção, por um período de tempo tão longo, de uma política quase suicida de juros muito baixos. A verdadeira causa foi essa e sua consequência imediata foi a busca por investimentos e aplicações financeiras que pudessem gerar rendimentos mais próximos das necessidades e dos padrões dos aplicadores. Se os instrumentos de investimentos financeiros não tradicionais e de alto risco, mas com boas ofertas de rendimentos, não tivessem surgido no mercado de financiamento imobiliário, certamente eles iriam surgir de outras formas ou em outros nichos e setores. O que havia por trás de tudo era a enorme demanda por aplicações financeiras que rendessem a seus aplicadores valores mais razoáveis e próximos às suas necessidades e padrões de referência.
AO: Quais foram e serão os impactos da crise no Brasil apesar de não termos um mercado "regulado" pelas hipotecas como nos Estados Unidos?
JF: A consequência imediata para o Brasil decorrente da crise internacional, ainda em outubro de 2008, foi um enorme aperto de liquidez e redução da oferta de dinheiro para financiamento da economia. Apesar de não haver crise de sub-prime no Brasil, o mundo globalizado e integrado em que vivemos faz com que ninguém fique absolutamente imune a crises tão profundas em mercados tão importantes como o norte-americano e o europeu. Logo no primeiro momento, principalmente em função da desconfiança generalizada entre as instituições do mercado financeiro, as linhas de crédito disponíveis foram praticamente zeradas. Decorrente da retração econômica mundial, os preços relativos dos produtos e serviços caíram e encomendas foram canceladas. Bolsas de valores e de mercadorias despencaram e investidores estrangeiros retiram-se do país. Isso tudo afetou fortemente a geração de caixa e a liquidez das empresas, pessoas e organizações em geral. Mas em termos de regulação, existe uma questão muito relevante e que diferencia o Brasil de outros mercados. Uma das causas da crise estava relacionada à absoluta falta de regulação e controle das autoridades financeiras e monetárias dos Estados Unidos sobre o mercado norte-americano. De forma oposta, o mercado brasileiro sempre foi muito regulado e controlado - alguns críticos diziam que ele era excessivamente regulado - e isso acabou gerando um efeito extremamente benéfico para reduzir os impactos imediatos da crise internacional sobre a economia brasileira.
AO: De que forma?
JF: De várias formas. Por exemplo, a economia brasileira sempre operou com um nível extremamente elevado e regulado dos depósitos compulsórios aplicados aos bancos comerciais. Enquanto o Brasil operava até recentemente com um nível médio do compulsório de 53%, esse valor não ultrapassava a 10% em economias mais estáveis. Esse fator, em princípio danoso ao desenvolvimento da economia brasileira, acabou servindo como um instrumento que foi rápida e habilmente utilizado pelo Banco Central brasileiro, logo no início da crise, como forma de injetar liquidez no sistema, a baixo custo. É importante ressaltar que a crise em si não é decorrente de problemas estruturais de falta de fundamentos econômicos gerais em todas as economias mundiais. Na verdade, ela é fruto de uma associação de erros ocorridos no passado, relacionados à qualidade da gestão econômica e de falta de regulação e controle, principalmente na economia norte-americana, e de problemas que ocorrem na atualidade, ligados a uma profunda falta de confiança geral dos agentes econômicos. Até que seja possível reconquistar essa confiança, e fazer com que a percepção desses agentes volte a ser positiva, condição básica para a geração de crescimento, a ação das autoridades econômicas de cada país deverá focar principalmente no fornecimento de meios para que a "máquina" da economia continue funcionando de forma saudável, mesmo que minimamente.
AO: Decorrente da crise financeira internacional, as projeções de crescimento mundial foram todas revistas por praticamente a totalidade dos analistas de mercado. Mais uma vez, existe uma convergência dos principais analistas internacionais em apontar um cenário recessivo nos países desenvolvidos, porém um impacto menos contundente nos países emergentes, onde a crise deverá gerar uma redução nas taxas de crescimento desses países (retração econômica), mas não uma recessão. Que papéis poderão desempenhar os emergentes no contexto da crise?
JF: Nos últimos anos, diversos e importantes países emergentes vêm desenvolvendo uma série de programas visando ao seu crescimento e à organização de suas economias. Além de apresentarem-se de forma muito mais robusta do que há 5 ou 10 anos atrás, com suas economias internas mais fortes e organizadas, esses países passaram a ter um peso muito maior no PIB mundial. A participação desse bloco de emergentes nas exportações mundiais pulou de 36% em 2000 para 45% em 2007. Ao mesmo tempo, eles passaram a ganhar maior importância no comércio internacional, também como importadores: em 2000, 40% do comércio mundial tinha os países emergentes como destino, sendo que essa participação passou para 50% em 2007. Especificamente em relação ao Brasil, em 1990 apenas 30% das nossas exportações destinavam-se a países emergentes e em 2004 as exportações brasileiras para países emergentes estavam praticamente empatadas com aquelas que tinham países desenvolvidos como seus destinos. Desta forma, considerando que os emergentes foram menos severamente impactados pela crise internacional e que hoje eles desempenham um peso muito maior na geração da riqueza mundial, é razoável concluir-se que a crise poderia ter consequências muito mais severas para o mundo - talvez piores até que a depressão de 1930 - sem o papel que os países emergentes hoje exercem. A atividade econômica, ainda positiva apesar de bem menor, que deverá ser observada nos emergentes nos primeiros meses da crise é que poderá reduzir o impacto da própria crise na economia global. Ou seja, as economias emergentes poderão funcionar como "âncora" contra o processo recessivo e como elemento de aceleração do processo de retomada do crescimento mundial.
AO: E quais as atitudes que o governo brasileiro deveria tomar para conseguir amainar os efeitos da crise?
JF: A primeira atitude, mais urgente e imediata, até que foi adequadamente tomada pelas autoridades brasileiras: a adoção de mecanismos para redução da drástica redução da liquidez da economia. Entendo que, não fosse a pronta ação, principalmente do BACEN, em outubro e novembro do ano passado, quando a economia brasileira praticamente secou a sua liquidez por pelo menos 2 a 3 semanas, estaríamos vivendo hoje um cenário muito pior do que na verdade nos encontramos. Mas essas ações serviram para evitar que o "doente" falecesse, mas certamente não serão suficientes para atuar nas causas de suas doenças e, definitivamente, curá-lo. Como disse anteriormente, essa crise não decorre da falta de fundamentos econômicos, mas está muito mais relacionada à falta de confiança geral entre todos os agentes econômicos. É absolutamente sem sentido, apesar de assistirmos algumas pessoas afirmarem isso quase diariamente, alguém imaginar que a economia cresce em função dos resultados já ocorridos ou de fatos já acontecidos. O mercado sempre se antecipa aos fatos e se move em função de as expectativas, positivas ou negativas, da média dos agentes. Nesse sentido, o governo deveria adotar continuamente ações no sentido de devolver e consolidar esse sentimento de confiança entre todos aqueles que compõem a sociedade brasileira produtiva. Nessa linha, não existe mais qualquer espaço ou justificativa para a manutenção da política de juros elevados praticada pelo BACEN. Aparentemente, o Banco Central já iniciou a reversão dessa política, mas certamente existe espaço para reduções ainda maiores e mais drásticas. Pelo menos uma coisa a crise trouxe de bom, ela simplesmente desintegrou qualquer justificativa que ainda era usada pelo BACEN para manter os juros brasileiros nos níveis mais altos do planeta.
AO:No contexto da crise quais seriam as condições gerais para o crescimento sustentável dos países emergentes?
JF: A crise ainda está em seu início, mas certamente ela irá terminar. O dinheiro disponível para investimentos e aplicações não desapareceu, mas simplesmente tornou-se mais restrito e com uma aversão ao risco muito maior. Apesar de atualmente haver uma enorme retração de demanda, o mundo ainda irá requerer bens e serviços como antes, mais cedo ou mais tarde. Quando essa demanda voltar a ser realidade, o mundo investidor se voltará para aquelas localidades onde eles encontrem uma associação entre disponibilidade de recursos (principalmente recursos naturais), facilidades de operação e riscos reduzidos. Não há dúvidas que esses recursos que serão novamente demandados pelo mundo em geral estão localizados nos países emergentes. E aqueles que melhores condições oferecerem, que estiverem melhor estruturados, que apresentarem menores riscos, irão mais rapidamente atrair os investimentos e retomar seus ritmos originais de crescimento, de forma sustentável.
AO:No Brasil já se sente os efeitos da crise com demissões de trabalhadores, apesar de se dizer que estaríamos imunes às consequências mais pesadas do problema. Há um ponto que poderia se destacar como responsável por essa contaminação na produção industrial e nos mercados financeiros brasileiros?
JF: Numa crise dessas proporções, não existe ninguém imune. Existem sim determinados países, localidades e setores da economia menos afetados, mas não imunes à crise. No Brasil, os setores mais afetados serão aqueles que dependem mais fortemente das exportações para outros países, principalmente os industrializados ou para aqueles emergentes com economias menos estruturadas. Da mesma forma, países menos dependentes de suas exportações e que possuem forte economia interna, serão menos afetados, mas nunca imunes. Especificamente em relação ao Brasil, realmente existiu um fator muito negativo relacionando o mercado financeiro e o mercado dito produtivo e que serviu para aumentar ainda mais os efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira. Logo nos primeiros momentos após o estouro da crise internacional, observou-se no Brasil um comportamento no mercado de câmbio muito maior do que seria esperado somente pela fuga de capitais dos mercados financeiros. Esses efeitos, extremamente danosos para toda a economia do país e que poderia ter consequências ainda mais severas, foram em muito agravados pela forte especulação que inúmeros agentes econômicos, principalmente empresas não financeiras, realizavam no mercado financeiro de derivativos em dólar. Entendo que tal atitude, de especular, ou permitir a especulação, com o caixa e as operações financeiras das organizações certamente não combina com o comportamento eficiente que se espera dos gestores financeiros das empresas. Esse episódio deveria servir para a reflexão de todos os gestores financeiros das organizações a respeito do correto desempenho de suas funções, que deveria ser sempre pautado no seu comportamento permanentemente ético e focado exclusivamente na liquidez e proteção do caixa de suas organizações.
AO: Estas crises cíclicas do modelo capitalista sinalizam uma lição? Quais seriam as reformas moralizadoras para o sistema? Há alguma garantia de que crises dessa dimensão não venham novamente ocorrer?
JF: Mesmo contrariando diversos arautos do apocalipse e que apregoam o fim dos tempos e dos modelos econômicos vigentes, pessoalmente entendo que a atual crise financeira internacional não é uma crise do capitalismo. Trata-se, sem dúvida, de uma gravíssima crise financeira, cujas reais consequências ainda estamos por ver, mas provocada muito mais por um completo colapso dos sistemas regulatórios do que pelos fundamentos econômicos. As lições principais para essa crise ainda deverão ser escritas, mas certamente elas incluirão a necessidade de uma atuação firme e contínua da sociedade, através de seus governos e autoridades financeiras e econômicas, sobre o mercado em geral. Pressupor que o mercado irá se auto-regular ou auto-inspecionar é tanta ou mais ingenuidade que prever o fim do modelo capitalista simplesmente por causa da própria crise.
(Entrevista a Antônio do Amaral Rocha)
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Sobre o Autor
João Carlos de Medeiros Ferraz nasceu em 29 de janeiro de 1957, na cidade do Rio de Janeiro. Casado, pai de três filhos, graduou-se em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1979.
Possui 29 anos de experiência na indústria petrolífera, atuando em diferentes áreas e funções técnicas, administrativas, gerenciais e executivas, tais como engenharia de manutenção, desenvolvimento de projetos, construção naval, montagem de plataformas e gerenciamento de grandes instalações industriais.
Nos últimos 10 anos, João Carlos atua na área financeira de uma importante empresa brasileira do setor, com forte presença internacional, onde iniciou carreira através da implantação de grandes projetos financeiros estruturados (Project Finance), tornando-se em 2006 o tesoureiro do holding e de várias de suas subsidiárias.
João Carlos é frequentemente convidado a proferir palestras, tanto no Brasil quanto no exterior, a respeito de temas financeiros variados, notadamente nas áreas de Project Finance, gestão de caixa e processos de tesouraria. Já escreveu diversos artigos sobre esses temas em veículos brasileiros e internacionais, e é co-autor do livro International Business with Brazil, escrito e editado em inglês, que trata das características e vantagens na utilização de estruturas financeiras de Project Finance para a viabilização de projetos de infraestrutura, notadamente em países emergentes como o Brasil.
Quarta capa
Este é o primeiro livro a tratar da crise financeira global, suas origens e consequências para o Brasil e para o mundo, em linguagem de fácil assimilação. Embora o tema seja complexo, o autor faz seu inventário numa linguagem coloquial, conversando com o leitor, despindo-se do vocabulário que este mercado tanto reverencia.
Ele explica que a crise financeira nunca antes vista, e que praticamente paralisou o mundo a partir de setembro de 2008, não se iniciou naquela data. Suas origens remetem a muitos anos antes, tendo como causas básicas dois eventos. O primeiro teve início por volta do ano 2000, quando a autoridade monetária dos Estados Unidos lançou uma política de juros baixíssimos e que perdurou por um longo período. Tal política criou um ambiente favorável para o surgimento de mecanismos financeiros não tradicionais e de alto risco, como as estruturas para financiamento ao mercado imobiliário norte-americano de alto risco, conhecidas como subprime.
O segundo evento foi um processo decorrente do primeiro e que se iniciou em torno de 2004, como consequência da reversão da política monetária. A partir daquele ano, com a elevação das taxas de juros, um número cada vez maior de mutuários dos financiamentos subprime deixou de honrar as prestações de suas hipotecas e tiveram suas casas retomadas pelos financiadores. Ao longo dos anos seguintes, mais e mais mutuários tinham as suas casas arrestadas e, num ambiente sem compradores para esses ativos, o mercado imobiliário entrou em colapso, gerando enormes perdas para os financiadores das estruturas subprime.
João Carlos M. Ferraz é um espectador privilegiado do momento econômico, e devido ao alto posto que ocupa na Petrobras, ele é uma testemunha ocular daquela que já é considerada a crise do século.
A editora Alfa-Omega sente-se no dever de divulgar, no calor da hora, este estudo sobre a crise e seus impactos sobre as pessoas e sobre as economias emergentes.
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Prefácio
As crises financeiras em geral não são triviais, problemas de respostas simples. Mas a crise que estourou no ano passado, cujas hipotecas americanas serviram de estopim é extremamente complexa. Não se trata apenas de uma crise financeira. É uma crise existencial, das pessoas, dos governos e dos agentes econômicos.
Os americanos, antes tão consumistas, estão reclusos, refletindo sobre os gastos irresponsáveis que fizeram no passado recente. Afinal, podemos sair tomando crédito desordenadamente de todos que nos acenam com recursos fáceis?
Os governos, mesmo aqueles que sempre serviram de ícones do liberalismo econômico, como os Estados Unidos, questionam os limites para a auto-regulação do mercado. E, por fim, os próprios grandes agentes econômicos privados, começam a se mostrar acanhados em meio a tantos questionamentos; como a forma pouco prudente com que tomaram e emprestaram dinheiro por mais de uma década.
João Carlos M. Ferraz é um espectador privilegiado do atual momento econômico, pois pode observar de perto as três pontas. Como executivo financeiro da Petrobras, ele é uma testemunha ocular daquela que já é considerada a crise do século e seus impactos sobre a família, sobre as economias emergentes, e sobre uma das maiores empresas de capital aberto do mundo.
Um ponto alto do livro, por exemplo, é não fugir a discussão do papel dos executivos financeiros de empresas na crise atual. “A situação de curto prazo poderia estar ainda melhor se não fossem os graves problemas cambiais que afetaram a economia brasileira, e que pelo menos até o final de 2008 ainda causavam enorme volatilidade e instabilidade entre todos os agentes econômicos”, diz Ferraz. “E muito dessa instabilidade poderia ter sido evitada se não fosse a enorme posição especulativa assumida por grandes empresas e organizações econômicas brasileiras, e estrangeiras com operações no Brasil, em contratos de derivativos cambiais”, acrescenta.
Ferraz diz que como gestor financeiro e tesoureiro de uma grande empresa brasileira com atuação internacional, e mantendo permanente canal de comunicação com outros tesoureiros de importantes empresas nacionais e estrangeiras, se surpreendeu ao tomar conhecimento dessa questão e da sua magnitude.
“Essas empresas que assumiram um risco especulativo trocaram a probabilidade de um grande ganho financeiro especulativo com a possibilidade de um risco desproporcional às suas operações”, diz.
Ferraz explica a crise, suas raízes e consequências sobre o mercado financeiro mundial em geral e para a economia brasileira em particular. Embora o tema seja altamente complexo, ele faz seu inventário da crise com uma linguagem coloquial, conversa com o leitor despindo-se do vocabulário técnico que este mercado tanto reverencia.
Assim permite que tanto a origem da crise como seus desdobramentos estejam ao alcance de qualquer leitor, principalmente daqueles que estão fora das rodas dos entendidos em finanças.
Leitores que fazem parte dos mais diversos setores da economia se sentirão a vontade, porque o entendimento da crise vista de hoje, pela leitura de Ferraz, é simples — apesar de demandar soluções complexas — e servirá de alerta para futuras bolhas que certamente ainda estão por vir.
O livro, portanto, destina-se muito mais ao público comum do que aos especialistas e estudiosos das matérias financeiras. Seu objetivo maior, como nos diz o próprio autor, é explorar as principais questões envolvendo a crise financeira, suas causas e possíveis impactos sobre o cotidiano das pessoas.
Ferraz nos explica como o mercado imobiliário americano interrompeu seu processo de crescimento e começou a desvalorizar-se, fazendo com que as casas retomadas deixassem de gerar valor suficiente para a quitação dos débitos dos financiamentos, e para a remuneração de acionistas, investidores e financiadores dos pacotes que foram criados ao longo de anos e que serviram de combustível para a criação da bolha das hipotecas americanas.
Mas o livro de Ferraz não se restringe à crise. Ele vai além em suas reflexões sobre a importância da poupança interna para impulsionar o crescimento econômico sustentável do país. Ferraz observa que a maior e mais importante medida a ser adotada pelas autoridades econômicas brasileiras, como política pública de longo prazo para garantir os níveis de crescimento desejáveis pela sociedade brasileira, seja a aplicação de ações concretas visando ao aumento da poupança interna (ou poupança doméstica).
“É importante notar que os recursos que alavancam e promovem o crescimento de qualquer economia não são criados do nada, mas na verdade são oriundos dos recursos poupados e acumulados pelas sociedades”, diz Ferraz.
É relevante para o país que as famílias tenham consciência de que suas decisões de consumo podem ajudar ou prejudicar a formação de uma sociedade economicamente mais robusta. “Qualquer processo de crescimento sustentável e estável demanda um equilíbrio entre as taxas de crescimento dos investimentos e as taxas de poupança doméstica, pois quando as taxas de crescimento são muito maiores que as taxas de poupança interna só é possível manter o crescimento com uso maciço de poupança externa, com aumento dos riscos (i) de exposição a essas poupanças, (ii) de estabilidade da economia e (iii) da própria sustentabilidade do processo de crescimento”, diz Ferraz.
As famílias brasileiras que recebem rendimento assalariado têm pouca propensão a poupar, mas a recuperação da economia com redistribuição de renda pode alterar esse quadro e estimular o aumento da poupança. Segundo Ferraz, esse fenômeno foi observado em outros emergentes como China e Coreia do Sul.
“Ou seja, a criação e a consolidação de um verdadeiro mercado de consumo de massas no Brasil seriam benéficas para toda a sociedade e serviriam não só para alavancar um novo ciclo de crescimento econômico mas também para melhorar o quadro de distribuição de rendas e aumentar a poupança interna”, diz ele.
Mara Luquet
Jornalista e editora especializada em Finanças
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Introdução
Devido à minha função de tesoureiro de uma grande empresa brasileira com atuação internacional, estou obrigado a manter-me permanentemente atualizado em relação às tendências de mercado, movimentos financeiros nacionais e globais, relatórios diversos emitidos por bancos e consultores e manter um permanente canal de comunicação com outros tesoureiros de importantes empresas nacionais e estrangeiras para melhor desempenho de minhas responsabilidades. Provavelmente, em função disso, frequentemente sou sondado por diversos públicos, incluindo pessoas leigas, para explicar determinadas situações da economia brasileira e internacional que são noticiadas na TV e jornais e que terminam por lhes causar mais dúvidas do que respostas.
Após a crise financeira de escala mundial que explodiu em setembro de 2008 essas sondagens, indagações e dúvidas do público comum, não inteiramente acostumado ao linguajar e termos do mercado financeiro, simplesmente extrapolaram. Estimulado por alguns desses meus interlocutores, quase leigos em finanças e nas questões diariamente trazidas à tona pela mídia, decidi escrever este livro, que se destina a explicar a crise, suas raízes e consequências sobre o mercado financeiro mundial em geral e para a economia brasileira em particular, mas em linguagem coloquial e o menos técnica possível.
Assim, este livro destina-se muito mais ao público comum do que aos especialistas e estudiosos das matérias financeiras, e seu objetivo maior é explorar as principais questões envolvendo a crise financeira, suas principais causas e possíveis impactos sobre o cotidiano das pessoas, de forma que estas possam melhor entender o que já foi e certamente ainda será abordado por longo tempo pelos diversos veículos da mídia, especializada ou não, a respeito da maior crise financeira desde a década de 1930.
O formato escolhido para a compilação dos temas contidos neste livro é o de um manual, em que cada assunto pode ser explorado pelo leitor, de acordo com seu interesse, e sem a necessidade de leitura completa do livro. Nele, além de buscar explicações para o colapso do mercado financeiro, inclui algumas questões específicas e termos técnicos de frequente uso do mercado, e que não são do completo domínio do público comum, tais como: prime, subprime, libor US Treasury, FED, alavancagem financeira, commodities, derivativos, Investment Grade, PIB, depósito compulsório, Flight to Quality, Commercial Papers, Over-exposure, taxa de câmbio real efetiva, etc.
A crise financeira, de uma escala global nunca antes vista, e que praticamente paralisou o mundo a partir de setembro de 2008, na verdade não se iniciou naquele momento. Suas origens remontam a muitos anos antes, tendo como causas básicas dois eventos. O primeiro teve início por volta do ano 2000, quando a autoridade monetária dos Estados Unidos lançou uma política de juros baixíssimos e que perdurou por um longo período. Tal política criou um ambiente favorável para o surgimento de mecanismos financeiros não tradicionais e de alto risco, um deles, as estruturas para financiamento ao mercado imobiliário norte-americano de alto risco, conhecidas como subprime.
O segundo evento foi na verdade um processo decorrente do primeiro e que se iniciou em torno de 2004, como consequência da reversão da política monetária até então adotada pelos Estados Unidos. A partir daquele ano, fruto da forte elevação das taxas de juros, um número cada vez maior de mutuários dos financiamentos subprime deixou de honrar as prestações de suas hipotecas e teve suas casas retomadas pelos financiadores. Ao longo dos anos seguintes, mais e mais mutuários tinham as suas casas arrestadas e, num ambiente sem compradores para esses ativos, o mercado imobiliário entrou em colapso, gerando-se enormes perdas para os financiadores das estruturas subprime (bancos, fundos de investimento, fundos de pensão e investidores em geral).
Portanto, essa crise, que teve suas maiores consequências em 2008, na verdade se iniciou muito antes. Mas contrariamente ao que muitos desavisados já alardearam, o colapso do sistema financeiro internacional de 2008 está longe de ser uma crise do capitalismo. De proporções gravíssimas e sem guardar referência com qualquer outra crise financeira da história da humanidade, ela é essencialmente uma crise de liquidez provocada muito mais pela deficiência do sistema regulatório do que propriamente por qualquer falta de fundamentos econômicos.
Fruto desse colapso do mercado financeiro mundial, principalmente do mercado de crédito, o mundo de extrema liquidez vigente antes da crise financeira internacional de 2008 não existe mais e provavelmente nunca mais voltará a existir na forma exata como antes: o crédito global passará a ser muito mais estreito e será cada vez mais seletivo. Mas isso não quer dizer que deixarão de surgir boas oportunidades de investimentos e que o mundo não voltará a crescer.
Pelo contrário. Países emergentes, como o Brasil, que vinham em um processo vertiginoso e consistente de crescimento, apesar de também fortemente impactados, serão menos afetados pela crise e servirão, no curto prazo, para manter a atividade econômica mundial ainda em níveis positivos, apesar de muito baixos.
No longo prazo, esses mesmos países emergentes oferecerão ótimas oportunidades de investimentos e irão capitanear a retomada do crescimento global. Dessa forma, para o Brasil, essa crise servirá para realinhar forças e para reposicionar os agentes econômicos – organizações e pessoas em geral. Aqueles que tirarem o melhor proveito dela sairão muito mais fortalecidos e melhor posicionados em relação a seus concorrentes e mercados.
Decidi incluir também no livro alguns temas para reflexão geral, a respeito de medidas que no meu entender deveriam ser adotadas para proteção contra os piores momentos que serão gerados por essa crise. Dentre eles, algumas questões relacionadas às ações em que os tesoureiros das grandes empresas deveriam realmente estar envolvidos, não para especular com os ativos financeiros de suas organizações, como acabou sendo evidenciado nos momentos mais agudos da crise, mas sim para exercer na plenitude aquilo que todos esperam de suas funções: garantir a adimplência e a liquidez de seus grupos econômicos.
Apesar de o livro conter pensamentos e tendências que contam com a concordância da média das opiniões de mercado, o leitor deve interpretar os conceitos aqui emitidos como uma opinião pessoal do autor, baseada em sua experiência própria, para reflexão e discussão geral a respeito dos tópicos aqui abordados.
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Mercado a que se destina
Este livro se destina aos seguintes cursos:
1. Cursos de Finanças
2. Cursos de Administração
3. Cursos de Economia
4. Cursos de Comércio Internacional
5. Cursos de Relações Internacionais
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Tábua da matéria
Sobre o autor, VII
Dedicatória, IX
Agradecimentos, XI
Prefácio,XIII
Indrodução,XVII
Capítulo I
A situação pré-crise
A origem da crise, 21
Explicando o mercado subprime, 22
Atenuantes para a gestão de juros baixos do FED, 30
Capítulo II
A explosão da crise
O grande marco zero, 37
O mecanismo da crise financeira, 38
Alavancagem financeira, 41
A magnitude dessa crise em relação à outra, 44
Capítulo III
A situação pós-crise
As consequências imediatas da crise, 47
Impactos da crise no mundo, 51
Os primeiros impactos da crise no Brasil, 57
A crise financeira afetando o mercado de câmbio brasileiro, 61
Capítulo IV
Mitigando os efeitos da crise
Medidas mais adequadas para se resguardar contra a crise, 69
Ações para a recuperação da economia norte-americana, 70
Capítulo V
O processo de crescimento diante da crise
Principais indicadores econômicos – O efeito “emergentes”, 73
Expectativa de crescimento do PIB brasileiro para 2009, 77
Capítulo VI
Ações dos governos contra a crise
Ações governamentais necessárias para solucionar a crise, 81
Ações específicas para solucionar a crise no Brasil, 89
Crescimento dos emergentes suportado por seus mercados, 96
Capítulo VII
Condições para um crescimento sustentável
A situação econômica das empresas brasileiras, 99
O efeito da poupança interna, 101
A carga tributária no Brasil, 104
A poupança públicas como alancavador do desenvolvimento, 108
Exemplos bem-sucedidos do uso dessas políticas, 113
Capítulo VIII
O comportamento ético dos líderes
O comportamento dos gestores financeiro das organizações, 121
Conclusão, 125
Bibliografia, 131
Índice onomástico, 133
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Bibliografia
GITMAN, L. Princípios da administração financeira. 7a edição, São Paulo, Harbra: 1997.
LANGONI, Carlos Geraldo. Distribuição de renda e desenvolvimento econômico no Brasil. 3a edição, FGV.
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OLIVEIRA, Fátima B. Política de gestão pública integrada, 1a. edição, FGV, São Paulo: 2008.
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VELLOSO, João P. dos Reis. Estabilidade e crescimento: os desafios do real. José Olympio, Rio de Janeiro: 1994.
BANDEIRA, Andrea C. Reformas econômicas, mudanças institucionais e crescimento na América Latina. BNDES, Rio de Janeiro: 2002.
GIAMBIAGI, F e Moreira, Maurício M. A economia brasileira nos anos 90. BNDES, Rio de Janeiro: 1999.
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FRAMKENBERG, Louis. Seu futuro financeiro. 1a. edição, Campus, Rio de Janeiro: 1999.
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DOWNES, J. e Goldman, J. E. Dictionary of finance and investment terms. 7a edição. Barrons’s, Hauppage: 2006.
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Artigos e trabalhos técnicos
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“All you need is cash”. The Economist Magazine. nov 20th 2008.
Afonso, José Roberto R. A situação fiscal dos Estados, XXI Reunião do Fórum Nacional de Secretários do Planejamento. Florianópolis, 14/03/2005.
Liddar, Onkar, Credit Crunch. An Opportunity for Treasury Impro-vement, Accenture Treasury Report, nov, 2008.
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Relatórios
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2. Banco Bradesco, Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (DEPEC), Relatório de Tendências Setoriais para 2009, outubro/2008.
3. Banco Santander, Santander Brasil Research. Relatório de análise de mercado diversos.
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5. Petrobras, Diretoria Financeira, Planejamento Financeiro, Relatórios Financeiros de Estratégia Semanal, Diversos.
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7. CESA, Annual Report – 2007/2008, Community of European Shipyards Association, 2008.
8. IPEA, Boletim Mercado de Trabalho – Conjuntura e Análise n. 36, IPEA, agosto 2008.
Índice onomástico |
A AIG,
40 Alavancagem financeira, 41, 43
B Banco
Central do Brasil (BACEN), 49, 50, 59, 62, 63, 66, 68, 91, 108, 132 Bernanke,
39 Bolha imobiliária, 21, 27, 37, 38, 125 Bretton Woods, 84, 85 BRIC,
74, 126
C Câmbio, XVIII, 33,
56, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 78, 80, 87, 89, 90, 91, 122 Commercial Papers,
XVIII, 49 Commodity Research Bureau, 53 Completação, 116 Contragarantias,
112, 113 Corrida aos bancos, 48 CVM, 49
D Déficit
público, 71, 107 Depósito compulsório, XVIII, 32, 50 Depressão,
60, 73, 84, 88 Derivativos, XIV, XVIII, 43, 45, 46, 52, 63, 64, 65, 68, 81,
88, 90, 121, 122, 128 Desinvestimento, 77, 79, 85
E Empoçamento
de liquidez, 61 Especulação, 25, 52, 122, 128 Estagnação,
31, 60, 82, 86
F Federal Reserve (ou FED),
XVIII, 26, 29, 30, 31, 33, 37, 38, 39, 68 FGV (Fundação Getúlio
Vargas), 98 Flight to Quality (ou FTQ), XVIII, 48, 50, 56, 71, 109, 113, 128 FMI,
52, 54, 84 Franklin D. Roosevelt, 44 Freddy Mac e Fannie Mae, 27, 44 Fundos
de Asset (ou Asset Funds), 23
G G-7,
31, 54 G-20, 51, 82 Greenspan, 30
I Índice
GINI, 97 IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), 66, 67, 102 Investment
Grade (ou Grau de Investimento), XVIII, 23, 26
L Lehman
Brothers, 39, 40, 41 Libor, XVIII, 26
| | Liquidez,
XIX, XX, 21, 30, 32, 34, 41, 44, 46, 48, 49, 50, 51, 52, 59, 61, 62, 63, 66, 68,
69, 70, 71, 85, 87, 91, 92, 94, 109, 110, 111, 112, 113, 122, 123, 126, 127, 128,
130
M Mortgage, 22, 24 Mutuário, XIX, 22, 23, 24, 25,
26, 27, 28, 29, 39
N New Deal, 44
O Over-exposure,
64, 65, 90
P PIB, XVIII, 29, 31, 35,
45, 46, 51, 58, 60, 70, 74, 76, 77, 78, 79, 80, 102, 103, 106, 107 Pirâmides
da felicidade ou correntes da sorte, 28 Política do feijão-com-arroz,
93 Política cambial, 61, 62 Política monetária, XVIII,
26, 29, 30, 32, 62, 63, 66, 84, 92, 95 Posições descasadas (ou
“A descoberto”), 63, 64 Poupança interna, XV, XVI, 30, 51,
70, 71, 92, 93, 94, 101, 102, 103, 108, 109, 110, 111, 112, 117, 127 Previsibilidade,
86 Prime, XVIII, 22, 23, 24
R Recessão,
31, 51, 55, 60, 71, 73, 74, 77, 82, 93 Reserva cambial, 55, 61, 62, 63, 64,
65, 68, 84, 90, 91, 92, 112 Retração, 33, 51, 60, 73, 77, 79,
80, 91, 93, 94, 98 ROE (Return on Equity), 100
S Secretary
of the Treasury, 39 Solução pelo caos, 83, 95, 105 Subprime,
XVIII, XIX, 22, 23, 26, 27, 28, 29, 37, 39, 40, 47, 54, 57, 58, 59, 129
T Taxa
de câmbio real efetiva, XVIII, 67 Taxa de juros, 26, 32, 34, 42, 66,
95, 126
U US Treasury Notes (ou US
Treasury), XVIII, 30, 32, 33, 34, 38, 41, 48, 50, 55, 56, 58, 71, 109, 111
V Volatilidade,
XIV, 52, 53, 66, 86, 90, 121, 122 |
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Repercussão na Imprensa
Ouça matéria da rádio CBN do dia 01.maio, por Mara Luquet:
Manual da crise traz levantamento interessante sobre turbulência mundial.
Ouça matéria da rádio Bandeirantes do dia 12.maio, no Jornal Gente:
Engenheiro lança o livro Manual da Crise: João Carlos de M. Ferraz, da Petrobras,
diz que livro
Manual da Crise, lançado por ele, explica em linguagem simples
as origens e conseqüências da crise mundial.