Aluguel de livros
Promoção 30%
Lançamento do Mês
LITERATURA E DOCUMENTO - Histórias e mitos na primeira narrativa de Herberto Sales - Everaldo Augusto
No Prelo
IDÉIA REPUBLICANA NO BRASIL ATRAVÉS DOS DOCUMENTOS, A de Reynaldo Xavier Carneiro Pessoa (Organizador)
Alfa Omega
Sistema de Busca

Lista de Preços 2007
para download

. Formato MS Word
. Formato MS Excel
. Formato PDF
Catálogo de Obras
. Índice de autores
. Índice de títulos
Serviços
. Alfa Omega Data
. Atendimento à Docentes
. Disque Livros
. Distribuidora AlfaOmega
. Nossos Distribuidores
. Espaço Cultural AlfaOmega
. Estúdio AlfaOmega
. Fornecimento à Bibliotecas
Contatos
- Telefones:
11 3062-6400
11 3062-6690
- FAX:
11 3083-0746
- e-mail:
alfaomega@alfaomega.com.br
Conheça nossos autores
Literatura e Documento - Everaldo Augusto

Brasil, entulho dos privilégios oligárquicos

Questões da Formação Continuada de Professores

O Cordel do Manifesto Comunista

Salto no Escuro

Hamilton Almeida Filho - A Sangue Quente

 Marcos Alcyr Brito de Oliveira - Cidadania Plena

Nilson Araújo de Souza - A longa agonia da dependência

Jacob Bazarian - Crítica da concepção teológica do mundo

Jacob Bazarian - O problema da verdade

Abel Pereira Leite - Céu de Ninguém

Aldo Arantes - O FMI e a Nova Dependência Brasileira

Ana Angélica Rodrigues de Oliveira - A Eleição para Diretores e a Gestão Democrática da Escola Pública

André Araújo - A Escola do Rio

André Araújo - Mercados Soberanos

Antonio Carlos Wolkmer - Pluralismo Jurídico

Argemiro Procópio - No olha da Águia
Menu Principal
· Página Principal
· Busca
· Enquetes
· Estatísticas
· Fale conosco
· Lista de Preços
· Nossas Publicações por ordem de títulos
·
Recomende-nos
· Sua conta
· Web Links
Enquete
Você acha que o livro Literatura e Documento é...

Ainda não o li, mas pretendo!
Excepcional!
Muito bom!
Bom
Regular
Fraco



Resultados
Enquete

Votos: 10
Comentários: 0
Recomendado pelo Editor
Brasil, entulho dos privilégios oligárquicos

alt=

Questões da Formação Continuada de PRofessores

O Cordel do Manifesto Comunista

Romance do Café

A DOMINAÇÃO - Romance de Combate

INTUIÇÃO HEURÍSTICA - Uma análise científica da intuição criadora - Jacob Bazarian

NÓS - Evgueny Zamiatin - Traduzido do russo por Clarice Lima AVierina

LUTA PELA INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL, A - Nicia Vilela Luz - 2a. Edição
Nossas Publicações
por ordem de títulos
· ACIDENTE
· AMAZÔNIA: ECOLOGIA E DEGRADAÇÃO SOCIAL
· APARTHEID DE ISRAEL, O
· ARGÉLIA: TRADIÇÃO E MODERNIDADE
· ASSIM ESCREVEM OS CATARINENSES
· ASSIM ESCREVEM OS GAÚCHOS
· ASSIM ESCREVEM OS PARANAENSES
· ASSIM ESCREVEM OS PAULISTAS
· ASSIM NASCEU MOCOCA
· ATENTADO EM ITAIPU
· AUTORITARISMO E IMPUNIDADE
· BASTIÃO ALBANÊS, O
· BRASIL CANALHA, UM
· BRASIL E AS NOVAS DIMENSÕES DA SEGURANÇA INTERNACIONAL, O
· BRASIL E SEU FUTURO, O
· BRASIL O ENTULHO OCULTO DOS PRIVILÉGIOS OLIGÁRQUICOS
· BRASIL RUMO À DEMOCRACIA
· BRASIL: NOVOS DESAFIOS
· BRASIL: PARCERIAS ESTRATÉGICAS
· BRASILEIRO NA GUERRA CIVIL ESPANHOLA, UM
· BRAVO MATUTINO, O
· BREVE HISTÓRIA DO CANADÁ
· BULGÁRIA
· CASO RUBEM FONSECA, O
· CATAVENTO MÁGICO
· CÉU DE NINGUÉM
· CHAPÉU DE PALHA
· CIDADANIA PLENA
· CIRIACO MARTINS E OUTRAS HISTÓRIAS
· COLUNA PRESTES, A
· COMBATES E BATALHAS
· CONDICIONAMENTO VERBAL
· CONFLITOS INTERNACIONAIS NUM MUNDO GLOBALIZADO
· CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL
· CONSTITUIÇÃO DE 1988 - UMA ANÁLISE MARXISTA
· CONTENCIOSO BRASIL X ESTADOS UNIDOS DA INFORMÁTICA, O
· CONTOS DE ESQUINA
· CONTRA VENTO E MARÉ
· CONTRIBUIÇÃO À HISTÓRIA DAS LUTAS OPERÁRIAS NO BRASIL
· CORDEL DO MANIFESTO COMUNISTA, O
· CORONELISMO, ENXADA E VOTO
· CRISE DA ADVOCACIA NO BRASIL, A
· CRÍTICA DA CONCEPÇÃO TEOLÓGICA DO MUNDO
· DEMOCRACIA E REALIDADE BRASILEIRA
· DIALÉTICA MATERIALISTA, A
· DIÁRIO DA GUERRILHA DO ARAGUAIA
· DIREITO NO JOVEM LUKÁCS, O
· DIREITO, PODER E OPRESSÃO
· DISCRIMINAÇÃO E MISTIFICAÇÃO EM ALIMENTAÇÃO
· DJAMILIÁ
· DOMINAÇÃO DO TERCEIRO MUNDO, A
· ELEIÇÃO PARA DIRETORES E A GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA PÚBLICA, A
· EM CÂMARA LENTA
· ENERGIA ELÉTRICA E CAPITAL ESTRANGEIRO NO BRASIL
· ENIGMA CHINÊS, O
· ENSAIO GERAL
· ENSAIOS HISTÓRICOS E POLÍTICOS
· ESCOLA DO RIO, A
· ESCRAVIDÃO AFRICANA NO BRASIL, A
· ESTADO E PARTIDOS POLÍTICOS NO BRASIL - 1930 - 1964
· ESTADO MILITAR NA AMÉRICA LATINA, O
· ESTATÍSTICA APLICADA À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
· ESTATUTO DA (CONTRA A) MICROEMPRESA, O
· EXÍLIO DA PAIXÃO
· EXPANSÃO CAFEEIRA E ORIGENS DA INDÚSTRIA NO BRASIL
· EXPRESSÃO AMAZONENSE, A
· FILOSOFIA ZUCHE É UMA FILOSOFIA REVOLUCIONÀRIA ORIGINAL, A
· FMI E A NOVA DEPENDÊNCIA BRASILEIRA, O
· FORÇA DOS MITOS, A
· FORNOS QUENTES, OS
· FREGUESIA DO Ó
· FRONTEIRAS
· GERAÇÃO 60
· GIGANTE BRASILEIRO, O
· GLASNOST E PERESTROIKA
· GRANDE REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E A AMÉRICA LATINA, A
· GREVE DA ROSA, A
· GREVE NA VOZ DOS TRABALHADORES, A
· HEROÍSMO TRÁGICO DO SÉCULO XX
· HISTÓRIA DA AÇÃO POPULAR - DA JUC AO PCdoB
· HISTÓRIA DAS LUTAS SOCIAIS NO BRASIL
· HISTÓRIA DO PROLETARIADO BRASILEIRO (1857 a 1967)
· HISTÓRIA E TEORIA DOS PARTIDOS POLÍTICOS NO BRASIL
· HISTÓRIA IMEDIATA Nº 1
· HISTÓRIA IMEDIATA Nº 2
· HISTÓRIA IMEDIATA Nº 3
· HISTÓRIA IMEDIATA Nº 4
· HISTÓRIA IMEDIATA Nº 5
· HISTÓRIA ME ABSOLVERÁ, A
· HISTÓRIA SINCERA DA REPÚBLICA Vol. I
· HISTÓRIA SINCERA DA REPÚBLICA Vol. II
· HISTÓRIA SINCERA DA REPÚBLICA Vol. III
· HISTÓRIA SINCERA DA REPÚBLICA Vol. IV
· IDÉIA REPUBLICANA NO BRASIL ATRAVÉS DOS DOCUMENTOS, A
· ILUSÃO AMERICANA, A
· INTEGRAÇÃO E FLEXIBILIDADE
· INTRODUÇÃO À FILOSOFIA MARXISTA
· INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA
· INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO DIALÉTICO
· INTUIÇÃO HEURÍSTICA
· JOANA
· JOGO DO VADIÃO, O
· LEITURAS DIALÉTICAS
· LITERATURA E DOCUMENTO
· LONGA AGONIA DA DEPENDÊNCIA, A
· LULA - PRESIDENTE DO BRASIL
· LUTA ANTIIMPERIALISTA x HEGEMONIA AMERICANA, A
· LUTA PELA INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL, A
· MARX & ENGELS
· MATARAM O PRESIDENTE!
· MEMÓRIAS DA LOUCURA
· MERCADOS SOBERANOS - GLOBALIZAÇÃO, PODER E NAÇÃO
· MERCOSUL HOJE
· MESSIANISMO NO BRASIL E NO MUNDO, O
· MILITARES E A CONSTITUINTE , OS
· MINHA VIDA E AS LUTAS DO MEU TEMPO
· MOÇAS DE MINAS, AS
· MORATÓRIA SOBERANA, A
· MUITA SORTE & POUCO JUÍZO
· NA MÃO GRANDE
· NÃO ÀS USINAS NUCLEARES
· NÃO PASSARÁS O JORDÃO
· NO CAMINHO DO VENTO
· NO OLHO DA ÁGUIA
· NO OLHO DO FURACÃO
· NO RASTRO DE TINA MODOTTI
· NOME PARA MEU CÃOZINHO, UM
· NÓS
· NOVA POLÍTICA INTERNACIONAL, A
· OBRAS ESCOLHIDAS - LENINE - VOL. I
· OBRAS ESCOLHIDAS - LENINE - VOL. II
· OBRAS ESCOLHIDAS - LENINE - VOL. III
· OBRAS ESCOLHIDAS - MAO TSE TUNG - VOL. III
· OBRAS ESCOLHIDAS - MAO TSE TUNG - VOL. IV
· OBRAS ESCOLHIDAS - MARX & ENGELS - VOL. I
· OBRAS ESCOLHIDAS - MARX & ENGELS - VOL. II
· OBRAS ESCOLHIDAS - MARX & ENGELS - VOL. III
· OLGA BENÁRIO - A HISTÓRIA DE UMA MULHER CORAJOSA
· OLHA O CREME SUÍÇO BARÃO DE VASSOURAS, OLHA O BISCOITO DE JACAREÍ. QUEM VAI QUERER?
· ORDEM SATÂNICA, A
· PALESTINOS, OS - JUDEUS DA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL
· PARA TE COMER MELHOR
· PARA UMA FILOSOFIA DA TECNOLOGIA
· PEQUENO DICIONÁRIO DE TERMOS DA EMPRESA GLOBALIZADA
· PERSPECTIVAS PARA O DIREITO E A CIDADANIA
· PLURALISMO JURÍDICO
· POLÍTICA E SEGURANÇA
· POR QUE NÓS, OS BRASILEIROS, SOMOS ASSIM ?
· POR UMA SOCIEDADE MELHOR
· PORTA DE MOGAR, A
· PRAXEDES
· PRESIDÊNCIA E O SISTEMA POLÍTICO, A
· PRISÃO, A - HISTÓRIAS DOS HOMENS QUE VIVERAM NO MAIOR PRESÍDIO DO MUNDO
· PROBLEMA DA VERDADE, O - TEORIA DO CONHECIMENTO
· PROBLEMA DO SINDICATO ÚNICO NO BRASIL, O
· PRODUÇÃO CAPITALISTA DA CASA (E DA CIDADE) NO BRASIL INDUSTRIAL, A
· QUATRO 3
· QUATRO-OLHOS
· QUE É JUSTIÇA, O
· QUESTÕES DA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES
· QUINZE LEIS DE FILOSOFIA, AS
· REFLEXÕES SOBRE A DESINTEGRAÇÃO DO COMUNISMO SOVIÉTICO
· RIO BRANCO
· ROMANCE DO CAFÉ, O
· SAÍDA DO PRIMEIRO TEMPO, A
· SALTO NO ESCURO
· SAMBA ENREDO
· SANGUE QUENTE, A - MORTE DO JORNALISTA VLADIMIR HERZOG
· SEM MEIAS PALAVRAS - BAHIA, NORDESTE, BRASIL E MUNDO NO PARLAMENTO
· SETE ENSAIOS DE INTERPRETAÇÃO DA REALIDADE PERUANA
· SOBRE A EMANCIPAÇÃO DA MULHER
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 01
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 02
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 03
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 04
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 05
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 06
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 07
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 08
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 09
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 10
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 11
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 12
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 13
· SOCIALISMO NA TERRA DE MARX, O
· SOCIOLOGIA: CIÊNCIA OU IDEOLOGIA?
· SONHO A REALIDADE, DO
· SORTE E ARTE
· TANGO FANTASMA
· TECNOCRACIA NA HISTÓRIA, A
· TEMPO DE AMEAÇA
· TEMPO DE GUERRILHA
· TERRORISTAS SÃO BUSH E SHARON, OS
· TESTAMENTO POLÍTICO DE D. LUÍZ DA CUNHA
· TRANSIÇÃO AO SOCIALISMO - AS LIÇÕES DO CHILE
· TRATADO DE TEOLOGIA PROFANA - A NOVA RELIGIÃO PARA O 3o. MILÊNIO
· TRÊS BRUXINHAS CONTRA A POLUIÇÃO, AS
· TRÊS INDUSTRIALISTAS BRASILEIROS - MAUÁ, RUI BARBOSA E SIMONSEN
· UNE CONTRA O SNI, A
· UNIÃO SOVIÉTICA HOJE - UM REPÓRTER BRASILEIRO NO PAÍS DOS SOVIETS
· VERDADE SOBRE A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO DE 1930, A
· VIDA DE UM REVOLUCIONÁRIO
· VIDA EM SEIS TEMPOS, UMA
· VILA SOCÓ - TRAGÉDIA PROGRAMADA
· VIOLÊNCIA - UMA ANÁLISE DO Hommo brutallis
· VONTADE NATURAL E O PANTANAL DA NHECOLÂNDIA, A
· XARAB FICA
Quem está online ?
Neste momento estão on-line:

15 visitantes e
0 usuários cadastrados.


Você é um usuário anônimo ou não efetuou o login.

Você pode se cadastrar gratuitamente clicando aqui ou pode efetuar o Login.
Cadastre-se
Nome de usuário

Senha

Você ainda não é um usuário cadastrado?

Você pode se cadastrar gratuitamente clicando aqui.
Mídia Alfa Omega
Senado Repórter

Ivan Godoy
Entrevista sobre o lançamento do livro Argélia: Tradição e Modernidade.
Clique aqui para ouvir a entrevista. Para baixar o arquivo MP3, clique com o botão direito do mouse e em seguida escolhe "Salvar destino como".

Entrevistas na CBN

Argemiro Procópio
Entrevista sobre o livro No olho da águia. Clique aqui para ouvir.

Gilberto Duppas
Política dos EUA para o Oriente Médio torna o mundo mais perigoso. Clique aqui para ouvir.

Octávio Ianni
Para sociólogo, reação norte-americana aos ataques de 11 de setembro agravou a truculência e agressividade na geopolítica mundial. Clique aqui para ouvir.

A SANGUE-QUENTE
A morte do jornalista Vladimir Herzog


Hamilton Almeida Filho

"Que a memória de Vladimir Herzog faça dessa geração a geração da esperança que renasce todos os dias, e que todas as esperanças em conjunto formem uma corrente que nos levará a dias melhores"
(Dom Paulo Evaristo Arns)
 
Marcos Alcyr
92 pp
R$ 17,00

Outubro de 1975 - Outubro de 2005: Há 30 anos aqueles terríveis dias!

Toda a reportagem a respeito dos acontecimentos que conduziram e se seguiram à morte do jornalista Wladimir Herzog nas dependências do DOI-CODI de São Paulo. Uma verdadeira "contribuição para a memória do nosso tempo", no dizer do jornalista Mino Carta. Um trabalho jornalístico objetivo e comovente - considerado uma das grandes obras do jornalismo brasileiro moderno -, primeiramente publicado pelo jornal alternativo EX e, agora, transformado em livro.




Prefácio
por Mino Carta

Uma escritora que me marcou muito nestes últimos anos, Hannah Arendt, deixou várias páginas apinhadas de sabedoria sobre a verdade factual. Cujo contrário é a mentira, tanto quanto o contrário é o erro e o contrário da verdade filosófica é a ilusão. Através de Hannah Arendt, cristalizei a minha crença na irremediável subjetividade do jornalismo, como expressão individual de homens que optaram por essa forma de atuação política às vezes sem dar-se conta da essência política da profissão e da vocação política que todo jornalista de verdade deve ter. Da mesma maneira, fortaleci a minha crença na objetividade dos fatos em si, cujo destino é inescapável: se registrados, eles passam a compor um bem inestimável, a memória do mundo; quando omitidos, porém, nada poderá fazê-los voltar à lembrança dos homens, pois sobre eles o esquecimento se fechará como o mar sobre um barco soçobrado.

A edição de EX, que agora volta sob forma de livro, um relato forte e profundo dos fatos que conduziram e se seguiram à morte do jornalista Vlado Herzog nas dependências do DOI-CODI de São Paulo, é uma contribuição para a memória do nosso tempo. Trata-se, a meu ver,do melhor trabalho jornalístico de 1975 e ainda, muito mais, isto é, um dos trabalhos mais dignos da história do jornalismo brasileiro. Tomem como quiserem a edição de EX, desde o menos importante, quero dizer, desde os seus aspectos formais, desde a técnica que foi usada para reconstituir o enredo dessa história fatal, até seu conteúdo, até a idéia honesta e límpida que palpita dentro do texto, a concepção justa de profissionais conscientes do seu papel. E concluam: eis ai um exemplo impecável de como tem de atuar profissionais de imprensa formados na certeza de que "não há esperança de sobrevivência humana sem homens dispostos a dizer o que acontece".

E o que está entre aspas também é de Hannah Arendt - ah, esta velha Hannah, ela hoje é para mim uma mistura de tia com sibila...

Pois vejam a força da reportagem de EX. Vou contar, como diz o sambista. Dia 25 de outubro passado, o Hamilton de Almeida Filho, o Haf que eu conheci pouco mais que menino e já galopando pelas redações nos primeiros anos da década de 60, surgiu na minha frente e disse:

"Sabe de uma coisa? Vamos reeditar a edição do EX sobre a morte do Vlado e a gente gostaria que você escrevesse a apresentação". Ele não disse "prefácio", que é uma palavra muito imponente, e eu respondi: "Tudo bem".

Não via o Haf há algum tempo, mas quando a gente se encontra não é de se entregar a grandes expansões. Nem sempre concordamos, nesses últimos dezesseis anos, em relação a isto ou aquilo, mas um conhece muito bem o outro e no fundo, é como se sempre estivéssemos próximos. Assim eu disse "tudo bem" secamente, mas por dentro fiquei contente com a tarefa que ele acabava de me entregar.

Depois, verifiquei que as minhas razões de satisfação eram ainda maiores. Digo, umas tantas horas depois, enquanto tentava pegar no sono. Havia qualquer coisa agitando as minhas florestas interiores, e não sabia o que era. Acendi a luz e comecei a reler a reportagem do EX sobre a morte do Vlado, um fato de dois anos antes, exatamente dois anos. E, de improviso, pensei: o Vlado tem que estar na próxima capa do "Isto É".

Planejávamos uma capa sobre os parlamentares brasileiros, a maioria deles mais entretidos, num momento histórico crucial, com a sua própria vidinha do que com os grandes problemas da nação. (Tanto egoísmo seria culpa deles, neste país onde o poder sempre cuidou de cortar pela raiz quaisquer idéias que carregassem um vago potencial mobilizador?). Mas o projeto não me deixava satisfeito. E, de estalo, lembrando a conversa com o Haf e relendo EX percebi que havia coisas mais importantes a serem ditas.

Tínhamos de dizer que a morte de Vlado não acontecera em vão. Isto não é retórica, tanto quanto não é consolo para quem o amou. Bem acima, contudo, do nosso cotidiano, a morte de Vlado Herzog já é história. Ela é um divisor de águas. Se hoje, nos bastidores do poder, nos corredores do Palácio do Planalto, nos túneis do tempo de Brasília, ouvimosfalar em extinção do AI-5 e em fim do arbítrio - expressões inimagináveis há dois anos - isto também se deve à morte de Vlado. Foi a partir daquele momento que o governo começou a retomar o controle da situação, que ameaçava escapar-lhe das mãos, se já não lhe escapara. Foi também a partir daí que muitos venceram o seu próprio medo, ou a sua própria apatia, e experimentaram finalmente a necessidade de participar, de interferir, de protestar - ou seja, de dizer, para si mesmos em primeiro lugar, que estavam vivos.

Hoje o poder, antes contido entre governo e sistema, reúne-se nas mãos do general Geisel, talvez o presidente mais poderoso de toda a nossa história republicana. O que aclara o cenário e define as perspectivas: se a abertura que a sociedade civil reclama é efetivamente desejada por Geisel, ele tem meios para realizá-la, ninguém hoje pode duvidar disso.

A memória daquele outubro em que Vlado morreu, preservada por EX, teve esse mérito, para bem da minha alma: fez-me sentir o passado para melhor enxergar o presente. Como valeu para mim, vale para todos.

Outubro, 1977.



A sangue-quente
por Myton Severiano da Silva


No dia em que o jornalista Vladimir Herzog morreu o medo quase entrou em pânico, e a maioria de nós conheceu, fosse por alguns daqueles momentos, o limite entre poder continuar se comportando como seres humanos ou como galináceos. Um moço procurou o encarregado de assinaturas do Ex-, altas horas da noite e pediu que sua "ficha de assinante" fosse cancelada, se possível rasgada e incinerada. Um anunciante mandou suspender o anúncio de roupa jovem, alegando ameaças telefônicas "contra todos nós". Um senhor enviou documento (registrado em cartório!), anulando o pedido de assinatura do Ex- que a filha estudante fizera dias antes.

O jornal vinha sendo dirigido, fazia cinco meses, por Hamilton Almeida Filho. Conheci-o no começo de 1964, recém-chegado do Jornal do Brasil para a sucursal paulista de O Cruzeiro. Vinha precedido por um halo de diz-que-diz: já era comentário, entre os jornalistas de São Paulo, que no Rio de Janeiro crescia "um talento precoce", um repórter de política de 16 anos de idade...

Nascido a 20 de janeiro de 1946 em Taubaté (SP) mas registrado e educado no Rio, primeiro na Zona Norte, depois no Catete, às portas do palácio presidencial da velha capital da República, Hamilton saiu direto do ginásio para a redação de A Noite.

Começava aos 15 uma carreira que, dezessete anos depois, viria lhe valer este juízo de Samuel Wainer: "Um dos mais brilhantes representantes da nova geração jornalística do pais". Repórter, redator e editor em muitas das publicações que marcaram a renovação da imprensa brasileira -. o próprio Jornal do Brasil, Jornal da Tarde, Última Hora, Veja, Bondinho e, finalmente, Ex-, cuja direção assumiu em julho de 1975 (Ex-12).

O Ex-16 (novembro) estava pronto para ser impresso, quando a tragédia tocou o telefone. "Já soube do Vlado? Pois é, infelizmente ele morreu."

Um transe.

"Nós não sabíamos de nada. E agora?"

Nos dez dias seguintes, a redação do Ex- transformou-se numa central de informações, e Hamilton, no chefe de uma super-reportagem: em campo, os vinte editores efetivos do Ex- (inclusive ele próprio), e mais uma dezena de repórteres dos demais jornais paulistas - alguns convidados, outros se colocando espontaneamente à disposição. Nas ruas, no velório, no sindicato, no IML, no enterro, na missa, na cúria, nas redações, na casa do Vlado - a morte estava ao do nosso lado.

"Das tripas coração." Numa. noite chuvosa de a domingo, 2 de novembro, dia de Finados de 1975, seis mãos começaram a redigir o texto deste livro, a sangue-quente. Revezando-se na máquina, os três editores principais - Hamilton Almeida Filho, Narciso Kalil e eu - tecemos a história colhida em depoimentos, notas oficiais, observações pessoais, frases soltas, documentos, editoriais, laudos e notícias de jornais e revistas. Cerca de setenta laudas em quarenta horas de vigília. Não fazê-lo era como que fazer alguma coisa não-humana.


Tábua da matéria

Prefácio

A sangue-quente

A morte de Vlado

Carta a um ex-jornal

Nota dos redatores



Dedicatória

A Clarice, André e Ivo, em memória do marido, pai e companheiro de traballho, Vladimir Herzog.

A Dom Paulo Evaristo Arns, o cardeal Arns.

Pedidos
EDITORA ALFA-OMEGA LTDA.
Rua Lisboa, 489 - CEP 05413-000 - São Paulo - SP
Tel. (0xx11) 3062-6400 - Fax (0xx11) 3083-0746
http://www.alfaomega.com.br
E-mail: alfaomega@alfaomega.com.br

Para suspender o envio deste Boletim Informativo, clique aqui.

 
Disque Livros
 

Em sua casa, escritório ou escola, livros de qualquer assunto, de qualquer editora. Entregamos na grande São Paulo, taxa de entrega R$ 8,00, se o seu pedido for inferior a R$ 60,00; para outras localidades, via sedex por conta do cliente.

Catálogo informatizado com mais de 142 mil títulos. Tel.: (011) 3062-6690 - Fax.: (011) 3083-0746

Webmaster: Aleagi
EDITORA ALFA-OMEGA LTDA.
Rua Lisboa, 489 - CEP 05413-000 - São Paulo - SP
Tel. (0xx11) 3062-6400 - Fax (0xx11) 3083-0746
Há 35 anos publicando o Pensamento Crítico Brasileiro

Web site engine's code is Copyright © 2003 by PHP-Nuke. All Rights Reserved. PHP-Nuke is Free Software released under the GNU/GPL license.
Tempo para gerar esta página: 0.06 segundos