Aluguel de livros
Promoção 30%
Lançamento do Mês
LITERATURA E DOCUMENTO - Histórias e mitos na primeira narrativa de Herberto Sales - Everaldo Augusto
No Prelo
IDÉIA REPUBLICANA NO BRASIL ATRAVÉS DOS DOCUMENTOS, A de Reynaldo Xavier Carneiro Pessoa (Organizador)
Alfa Omega
Sistema de Busca

Lista de Preços 2007
para download

. Formato MS Word
. Formato MS Excel
. Formato PDF
Catálogo de Obras
. Índice de autores
. Índice de títulos
Serviços
. Alfa Omega Data
. Atendimento à Docentes
. Disque Livros
. Distribuidora AlfaOmega
. Nossos Distribuidores
. Espaço Cultural AlfaOmega
. Estúdio AlfaOmega
. Fornecimento à Bibliotecas
Contatos
- Telefones:
11 3062-6400
11 3062-6690
- FAX:
11 3083-0746
- e-mail:
alfaomega@alfaomega.com.br
Conheça nossos autores
Literatura e Documento - Everaldo Augusto

Brasil, entulho dos privilégios oligárquicos

Questões da Formação Continuada de Professores

O Cordel do Manifesto Comunista

Salto no Escuro

Hamilton Almeida Filho - A Sangue Quente

 Marcos Alcyr Brito de Oliveira - Cidadania Plena

Nilson Araújo de Souza - A longa agonia da dependência

Jacob Bazarian - Crítica da concepção teológica do mundo

Jacob Bazarian - O problema da verdade

Abel Pereira Leite - Céu de Ninguém

Aldo Arantes - O FMI e a Nova Dependência Brasileira

Ana Angélica Rodrigues de Oliveira - A Eleição para Diretores e a Gestão Democrática da Escola Pública

André Araújo - A Escola do Rio

André Araújo - Mercados Soberanos

Antonio Carlos Wolkmer - Pluralismo Jurídico

Argemiro Procópio - No olha da Águia
Menu Principal
· Página Principal
· Busca
· Enquetes
· Estatísticas
· Fale conosco
· Lista de Preços
· Nossas Publicações por ordem de títulos
·
Recomende-nos
· Sua conta
· Web Links
Enquete
Você acha que o livro Literatura e Documento é...

Ainda não o li, mas pretendo!
Excepcional!
Muito bom!
Bom
Regular
Fraco



Resultados
Enquete

Votos: 10
Comentários: 0
Recomendado pelo Editor
Brasil, entulho dos privilégios oligárquicos

alt=

Questões da Formação Continuada de PRofessores

O Cordel do Manifesto Comunista

Romance do Café

A DOMINAÇÃO - Romance de Combate

INTUIÇÃO HEURÍSTICA - Uma análise científica da intuição criadora - Jacob Bazarian

NÓS - Evgueny Zamiatin - Traduzido do russo por Clarice Lima AVierina

LUTA PELA INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL, A - Nicia Vilela Luz - 2a. Edição
Nossas Publicações
por ordem de títulos
· ACIDENTE
· AMAZÔNIA: ECOLOGIA E DEGRADAÇÃO SOCIAL
· APARTHEID DE ISRAEL, O
· ARGÉLIA: TRADIÇÃO E MODERNIDADE
· ASSIM ESCREVEM OS CATARINENSES
· ASSIM ESCREVEM OS GAÚCHOS
· ASSIM ESCREVEM OS PARANAENSES
· ASSIM ESCREVEM OS PAULISTAS
· ASSIM NASCEU MOCOCA
· ATENTADO EM ITAIPU
· AUTORITARISMO E IMPUNIDADE
· BASTIÃO ALBANÊS, O
· BRASIL CANALHA, UM
· BRASIL E AS NOVAS DIMENSÕES DA SEGURANÇA INTERNACIONAL, O
· BRASIL E SEU FUTURO, O
· BRASIL O ENTULHO OCULTO DOS PRIVILÉGIOS OLIGÁRQUICOS
· BRASIL RUMO À DEMOCRACIA
· BRASIL: NOVOS DESAFIOS
· BRASIL: PARCERIAS ESTRATÉGICAS
· BRASILEIRO NA GUERRA CIVIL ESPANHOLA, UM
· BRAVO MATUTINO, O
· BREVE HISTÓRIA DO CANADÁ
· BULGÁRIA
· CASO RUBEM FONSECA, O
· CATAVENTO MÁGICO
· CÉU DE NINGUÉM
· CHAPÉU DE PALHA
· CIDADANIA PLENA
· CIRIACO MARTINS E OUTRAS HISTÓRIAS
· COLUNA PRESTES, A
· COMBATES E BATALHAS
· CONDICIONAMENTO VERBAL
· CONFLITOS INTERNACIONAIS NUM MUNDO GLOBALIZADO
· CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL
· CONSTITUIÇÃO DE 1988 - UMA ANÁLISE MARXISTA
· CONTENCIOSO BRASIL X ESTADOS UNIDOS DA INFORMÁTICA, O
· CONTOS DE ESQUINA
· CONTRA VENTO E MARÉ
· CONTRIBUIÇÃO À HISTÓRIA DAS LUTAS OPERÁRIAS NO BRASIL
· CORDEL DO MANIFESTO COMUNISTA, O
· CORONELISMO, ENXADA E VOTO
· CRISE DA ADVOCACIA NO BRASIL, A
· CRÍTICA DA CONCEPÇÃO TEOLÓGICA DO MUNDO
· DEMOCRACIA E REALIDADE BRASILEIRA
· DIALÉTICA MATERIALISTA, A
· DIÁRIO DA GUERRILHA DO ARAGUAIA
· DIREITO NO JOVEM LUKÁCS, O
· DIREITO, PODER E OPRESSÃO
· DISCRIMINAÇÃO E MISTIFICAÇÃO EM ALIMENTAÇÃO
· DJAMILIÁ
· DOMINAÇÃO DO TERCEIRO MUNDO, A
· ELEIÇÃO PARA DIRETORES E A GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA PÚBLICA, A
· EM CÂMARA LENTA
· ENERGIA ELÉTRICA E CAPITAL ESTRANGEIRO NO BRASIL
· ENIGMA CHINÊS, O
· ENSAIO GERAL
· ENSAIOS HISTÓRICOS E POLÍTICOS
· ESCOLA DO RIO, A
· ESCRAVIDÃO AFRICANA NO BRASIL, A
· ESTADO E PARTIDOS POLÍTICOS NO BRASIL - 1930 - 1964
· ESTADO MILITAR NA AMÉRICA LATINA, O
· ESTATÍSTICA APLICADA À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
· ESTATUTO DA (CONTRA A) MICROEMPRESA, O
· EXÍLIO DA PAIXÃO
· EXPANSÃO CAFEEIRA E ORIGENS DA INDÚSTRIA NO BRASIL
· EXPRESSÃO AMAZONENSE, A
· FILOSOFIA ZUCHE É UMA FILOSOFIA REVOLUCIONÀRIA ORIGINAL, A
· FMI E A NOVA DEPENDÊNCIA BRASILEIRA, O
· FORÇA DOS MITOS, A
· FORNOS QUENTES, OS
· FREGUESIA DO Ó
· FRONTEIRAS
· GERAÇÃO 60
· GIGANTE BRASILEIRO, O
· GLASNOST E PERESTROIKA
· GRANDE REVOLUÇÃO DE OUTUBRO E A AMÉRICA LATINA, A
· GREVE DA ROSA, A
· GREVE NA VOZ DOS TRABALHADORES, A
· HEROÍSMO TRÁGICO DO SÉCULO XX
· HISTÓRIA DA AÇÃO POPULAR - DA JUC AO PCdoB
· HISTÓRIA DAS LUTAS SOCIAIS NO BRASIL
· HISTÓRIA DO PROLETARIADO BRASILEIRO (1857 a 1967)
· HISTÓRIA E TEORIA DOS PARTIDOS POLÍTICOS NO BRASIL
· HISTÓRIA IMEDIATA Nº 1
· HISTÓRIA IMEDIATA Nº 2
· HISTÓRIA IMEDIATA Nº 3
· HISTÓRIA IMEDIATA Nº 4
· HISTÓRIA IMEDIATA Nº 5
· HISTÓRIA ME ABSOLVERÁ, A
· HISTÓRIA SINCERA DA REPÚBLICA Vol. I
· HISTÓRIA SINCERA DA REPÚBLICA Vol. II
· HISTÓRIA SINCERA DA REPÚBLICA Vol. III
· HISTÓRIA SINCERA DA REPÚBLICA Vol. IV
· IDÉIA REPUBLICANA NO BRASIL ATRAVÉS DOS DOCUMENTOS, A
· ILUSÃO AMERICANA, A
· INTEGRAÇÃO E FLEXIBILIDADE
· INTRODUÇÃO À FILOSOFIA MARXISTA
· INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA
· INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO DIALÉTICO
· INTUIÇÃO HEURÍSTICA
· JOANA
· JOGO DO VADIÃO, O
· LEITURAS DIALÉTICAS
· LITERATURA E DOCUMENTO
· LONGA AGONIA DA DEPENDÊNCIA, A
· LULA - PRESIDENTE DO BRASIL
· LUTA ANTIIMPERIALISTA x HEGEMONIA AMERICANA, A
· LUTA PELA INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL, A
· MARX & ENGELS
· MATARAM O PRESIDENTE!
· MEMÓRIAS DA LOUCURA
· MERCADOS SOBERANOS - GLOBALIZAÇÃO, PODER E NAÇÃO
· MERCOSUL HOJE
· MESSIANISMO NO BRASIL E NO MUNDO, O
· MILITARES E A CONSTITUINTE , OS
· MINHA VIDA E AS LUTAS DO MEU TEMPO
· MOÇAS DE MINAS, AS
· MORATÓRIA SOBERANA, A
· MUITA SORTE & POUCO JUÍZO
· NA MÃO GRANDE
· NÃO ÀS USINAS NUCLEARES
· NÃO PASSARÁS O JORDÃO
· NO CAMINHO DO VENTO
· NO OLHO DA ÁGUIA
· NO OLHO DO FURACÃO
· NO RASTRO DE TINA MODOTTI
· NOME PARA MEU CÃOZINHO, UM
· NÓS
· NOVA POLÍTICA INTERNACIONAL, A
· OBRAS ESCOLHIDAS - LENINE - VOL. I
· OBRAS ESCOLHIDAS - LENINE - VOL. II
· OBRAS ESCOLHIDAS - LENINE - VOL. III
· OBRAS ESCOLHIDAS - MAO TSE TUNG - VOL. III
· OBRAS ESCOLHIDAS - MAO TSE TUNG - VOL. IV
· OBRAS ESCOLHIDAS - MARX & ENGELS - VOL. I
· OBRAS ESCOLHIDAS - MARX & ENGELS - VOL. II
· OBRAS ESCOLHIDAS - MARX & ENGELS - VOL. III
· OLGA BENÁRIO - A HISTÓRIA DE UMA MULHER CORAJOSA
· OLHA O CREME SUÍÇO BARÃO DE VASSOURAS, OLHA O BISCOITO DE JACAREÍ. QUEM VAI QUERER?
· ORDEM SATÂNICA, A
· PALESTINOS, OS - JUDEUS DA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL
· PARA TE COMER MELHOR
· PARA UMA FILOSOFIA DA TECNOLOGIA
· PEQUENO DICIONÁRIO DE TERMOS DA EMPRESA GLOBALIZADA
· PERSPECTIVAS PARA O DIREITO E A CIDADANIA
· PLURALISMO JURÍDICO
· POLÍTICA E SEGURANÇA
· POR QUE NÓS, OS BRASILEIROS, SOMOS ASSIM ?
· POR UMA SOCIEDADE MELHOR
· PORTA DE MOGAR, A
· PRAXEDES
· PRESIDÊNCIA E O SISTEMA POLÍTICO, A
· PRISÃO, A - HISTÓRIAS DOS HOMENS QUE VIVERAM NO MAIOR PRESÍDIO DO MUNDO
· PROBLEMA DA VERDADE, O - TEORIA DO CONHECIMENTO
· PROBLEMA DO SINDICATO ÚNICO NO BRASIL, O
· PRODUÇÃO CAPITALISTA DA CASA (E DA CIDADE) NO BRASIL INDUSTRIAL, A
· QUATRO 3
· QUATRO-OLHOS
· QUE É JUSTIÇA, O
· QUESTÕES DA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES
· QUINZE LEIS DE FILOSOFIA, AS
· REFLEXÕES SOBRE A DESINTEGRAÇÃO DO COMUNISMO SOVIÉTICO
· RIO BRANCO
· ROMANCE DO CAFÉ, O
· SAÍDA DO PRIMEIRO TEMPO, A
· SALTO NO ESCURO
· SAMBA ENREDO
· SANGUE QUENTE, A - MORTE DO JORNALISTA VLADIMIR HERZOG
· SEM MEIAS PALAVRAS - BAHIA, NORDESTE, BRASIL E MUNDO NO PARLAMENTO
· SETE ENSAIOS DE INTERPRETAÇÃO DA REALIDADE PERUANA
· SOBRE A EMANCIPAÇÃO DA MULHER
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 01
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 02
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 03
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 04
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 05
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 06
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 07
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 08
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 09
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 10
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 11
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 12
· SOCIALISMO & DEMOCRACIA nº 13
· SOCIALISMO NA TERRA DE MARX, O
· SOCIOLOGIA: CIÊNCIA OU IDEOLOGIA?
· SONHO A REALIDADE, DO
· SORTE E ARTE
· TANGO FANTASMA
· TECNOCRACIA NA HISTÓRIA, A
· TEMPO DE AMEAÇA
· TEMPO DE GUERRILHA
· TERRORISTAS SÃO BUSH E SHARON, OS
· TESTAMENTO POLÍTICO DE D. LUÍZ DA CUNHA
· TRANSIÇÃO AO SOCIALISMO - AS LIÇÕES DO CHILE
· TRATADO DE TEOLOGIA PROFANA - A NOVA RELIGIÃO PARA O 3o. MILÊNIO
· TRÊS BRUXINHAS CONTRA A POLUIÇÃO, AS
· TRÊS INDUSTRIALISTAS BRASILEIROS - MAUÁ, RUI BARBOSA E SIMONSEN
· UNE CONTRA O SNI, A
· UNIÃO SOVIÉTICA HOJE - UM REPÓRTER BRASILEIRO NO PAÍS DOS SOVIETS
· VERDADE SOBRE A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO DE 1930, A
· VIDA DE UM REVOLUCIONÁRIO
· VIDA EM SEIS TEMPOS, UMA
· VILA SOCÓ - TRAGÉDIA PROGRAMADA
· VIOLÊNCIA - UMA ANÁLISE DO Hommo brutallis
· VONTADE NATURAL E O PANTANAL DA NHECOLÂNDIA, A
· XARAB FICA
Quem está online ?
Neste momento estão on-line:

14 visitantes e
0 usuários cadastrados.


Você é um usuário anônimo ou não efetuou o login.

Você pode se cadastrar gratuitamente clicando aqui ou pode efetuar o Login.
Cadastre-se
Nome de usuário

Senha

Você ainda não é um usuário cadastrado?

Você pode se cadastrar gratuitamente clicando aqui.
Mídia Alfa Omega
Senado Repórter

Ivan Godoy
Entrevista sobre o lançamento do livro Argélia: Tradição e Modernidade.
Clique aqui para ouvir a entrevista. Para baixar o arquivo MP3, clique com o botão direito do mouse e em seguida escolhe "Salvar destino como".

Entrevistas na CBN

Argemiro Procópio
Entrevista sobre o livro No olho da águia. Clique aqui para ouvir.

Gilberto Duppas
Política dos EUA para o Oriente Médio torna o mundo mais perigoso. Clique aqui para ouvir.

Octávio Ianni
Para sociólogo, reação norte-americana aos ataques de 11 de setembro agravou a truculência e agressividade na geopolítica mundial. Clique aqui para ouvir.

A LONGA AGONIA DA DEPENDÊNCIA

Economia brasileira contemporânea (JK-FH)

Nilson Araújo de Souza
 

A mais completa radiografia econômica, social e política dos últimos 50 anos da história brasileira.

 
Ebenézer W. A. Nascimento
Nilson Araújo de Souza

Entrevista com o Autor

Pergunta: Prof. Nilson, a quem se destina este seu livro, qual seu público-alvo?
Prof. Nilson: - Em primeiro lugar, a professores e alunos da disciplina Economia Brasileira Contemporânea dos cursos de ciências humanas, tais como Economia, Administração, Ciências Sociais, Ciências Políticas, Comunicação, Antropologia, Relações Internacionais, dentre outros; segundo, aos formadores de opinião; terceiro, aos que têm a responsabilidade de tomar decisões sobre os rumos da economia, ou a capacidade de interferir nessas decisões; por último, mas não menos importante, aos que, nas trincheiras das lutas sociais ou políticas, lutam por um Brasil melhor.


Pergunta: E os que querem manter o status-quo?

Prof. Nilson: - Certamente, eles vão ter interesse em ler este livro porque, seguramente, estão interessados em descobrir as causas da longa agonia da dependência, ou seja, querem saber porque não deu certo o "modelo" que tanto os beneficiou durante tanto tempo.

Pergunta: O que o levou a escrever esse livro?

Prof. Nilson: - Neste ano completam 30 anos que venho pesquisando a economia brasileira e quase o mesmo tempo que me dedico ao ensino de Formação Econômica do Brasil e Economia Brasileira Contemporânea. Meu primeiro trabalho sobre o tema foi minha monografia de graduação, intitulada A economia brasileira pós-64, escrita em 1974. De lá para cá, todos os livros, teses, ensaios e artigos que escrevi versaram ou diretamente sobre economia brasileira ou sobre questões teóricas ou de economia internacional que pudessem nos ajudar a entender melhor o Brasil contemporâneo.

Nessa qualidade de professor-pesquisador, fui percebendo a necessidade de um livro que examinasse a economia brasileira contemporânea dentro da sua especificidade histórica. Um livro que não a examinasse apenas como uma economia capitalista, onde vigoram as leis gerais da acumulação capitalista, mas também como uma economia capitalista dependente, na qual as leis gerais assumem uma forma específica de operação.

Meu objetivo foi, com isso, desde o início, municiar os professores e alunos da disciplina Economia Brasileira Contemporânea nos vários cursos de ciências humanas, bem como contribuir para a tomada de decisão daqueles que, de uma forma ou de outra, estão envolvidos na tarefa de buscar um caminho que coloque a economia a serviço do ser humano, em lugar deste servir àquela, como ocorre atualmente.



Longa agonia da dependência
760 pp. - R$ 98,00
ISBN 85-295-0045-8
Código de barras: 9 798529 500453


Pergunta: Em que sentido seu livro difere dos que já existem sobre economia brasileira?

Prof. Nilson: - Entre os anos 50 e os anos 70, o Brasil foi palco de grandes debates econômicos. É possível dizer que nossos intelectuais foram, na periferia do mundo capitalista, os que mais contribuíram para entender a lógica da economia capitalista nas condições específicas da situação de dependência. No entanto, desde a década de 80, ou seja, desde que se deflagrou o período das "décadas perdidas", o debate cada vez mais se circunscreveu aos temas da conjuntura, particularmente os referentes aos processos inflacionários e aos planos adotados para combatê-los. O debate sobre as questões fundamentais da dinâmica estrutural da economia brasileira, sobretudo as relativas ao processo de desenvolvimento econômico, foi relegado ao segundo plano, senão esquecido. Procuro, com esse meu livro, retomar a trajetória intelectual então interrompida, mas, evidentemente, a partir do olhar atual. Recupero, certamente, contribuições importantes de pensadores que participaram daquele debate, como Celso Furtado, Ruy Mauro Marini, Francisco de Oliveira, Maria da Conceição Tavares, dentre outros, mas o faço à luz da abordagem teórica que sistematizei em minha tese de doutoramento - Crisis y luchas de clases en Brasil (1974-79), defendida em 1980 na Universidad Nacional Autónoma de México -, na qual trabalho com a idéia de que o padrão dependente de reprodução de capital vigente no Brasil engendrou um conjunto de contradições que passaram a limitar e a deformar o processo de acumulação de capital no país, além de conduzirem a uma crise estrutural de longa duração, que, parafraseando Francisco de Oliveira, designei de "longa agonia da dependência". Nesse sentido, contraponho-me, desde o início, com a visão esposada por Fernando Henrique Cardoso em seu livro de parceria com o chileno Enzo Falleto - Dependência e desenvolvimento na América Latina -, em que propugna que a dependência externa acelera o desenvolvimento.


Pergunta: Mas não há outros livros que examinam a economia nessa mesma perspectiva que o senhor analisa, isto é, nos marcos da dependência?


Prof. Nilson: - Nos anos 70, a escola da Unicamp, vanguardeada por Conceição Tavares, desenvolveu uma concepção que passou a ver a economia brasileira fundamentalmente a partir da sua dinâmica interna - por isso mesmo chamada de concepção "endogenista". Procurou se contrapor à visão cepalina, que caracterizava como "exogenista". É como se os estruturalistas cepalinos só enxergassem os fatores externos que determinavam o comportamento da nossa economia, sem atentarem para sua dinâmica interna. Na realidade, as duas concepções tinham um fundo de verdade. Os cepalinos analisaram basicamente as economias agro-exportadoras, que, por ainda não haverem construído uma dinâmica própria, eram tidas como economias "reflexas". Nesse caso, seu comportamento era inteiramente moldado por sua situação de dependência. Por sua vez, os "endogenistas" examinaram a economia brasileira num momento em que esta já havia se industrializado, ainda que retardatariamente, passando, por isso mesmo, a construir uma dinâmica interna. Seu equívoco foi desconsiderar o fato de que, apesar do peso dessa dinâmica interna, ela seguia sendo condicionada, em última instância, pela inserção subordinada da economia brasileira nos marcos da economia imperialista. Foi preciso explodir a crise dos anos 80 e efetivar a exacerbação da dependência nos anos 90 para que esses autores recuperassem a noção de que o "imperialismo não morreu". A visão com a qual trabalho é a de que, a despeito de todo o peso da dinâmica interna da industrialização tardia, a situação de dependência segue sendo o condicionante fundamental de seu comportamento, ainda que este possa ter um determinado grau de autonomia. Nesse sentido, aproximo-me mais da visão de Ruy Mauro Marini, o qual concluiu que a situação de dependência engendrava um comportamento específico das leis da acumulação de capital, produzindo, por exemplo, a superexploração do trabalho. Minhas divergências com ele dizem respeito a duas questões básicas: a) não compartilho de sua definição de "burguesia associada", pois acho que o conceito de "burguesia subordinada" reflete melhor o que, de fato, ocorre em nossos países; b) divirjo da sua idéia de que, nos anos 60-70, o Brasil seria um país "subimperialista", pois, naquela época, não havia exportação de capitais, mas apenas de mercadorias - e o que caracteriza o ingresso de um país na etapa superior do capitalismo, isto é, na fase imperialista, é precisamente o predomínio da exportação de capitais sobre a exportação de mercadorias. Daí decorre uma outra divergência, que diz respeito ao caráter das transformações necessárias ao prosseguimento do avanço das forças produtivas. Acreditava Marini que o caráter dessa transformação seria socialista. Na minha opinião, o que está na ordem do dia é o rompimento com a dependência externa, colocando no lugar do domínio dos monopólios estrangeiros uma forma própria de capitalismo de Estado. Ao desbloquear o desenvolvimento das forças produtivas, essa ruptura permitiria um novo processo de desenvolvimento econômico que prepararia novas transformações no futuro - aí, sim, de caráter socialista. Dizem que essa visão é etapista, mas, infelizmente, assim caminha a Humanidade.


Pergunta: Por que o senhor escolheu esse período para sua análise, ou seja, de Juscelino Kubitschek a Fernando Henrique Cardoso?

Prof. Nilson: - O período que se abre em meados dos anos 50 e vai até os dias de hoje é o período que se convencionou chamar de economia brasileira contemporânea, que é objeto de uma disciplina específica dos cursos de ciências humanas. Mas não por mera coincidência é o período histórico da economia brasileira em que nasceu, se desenvolveu, atingiu seu apogeu e entrou em longa agonia o padrão dependente de reprodução de capital, que é meu tema próprio de análise. Tendo tido sua fase embrionária durante o governo JK, esse novo "modelo" econômico só se consolidou no período 1968-73, o qual, em face do desenvolvimento acelerado que então experimentou a economia brasileira, ficou conhecido como "milagre brasileiro". Mas, justamente quando atingia seu apogeu, também se gestavam as contradições que levariam a seu rápido esgotamento, que começou a se manifestar já a partir de 1974. A estagnação econômica - com as demais seqüelas características de suas crises - só foi protelada para o início dos anos 80 porque, com base no II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND), realizou-se então um amplo programa de investimento e financiamento públicos que alavancou o processo de substituição de importações em setores-chave da economia, como o de bens de capital e o de insumos básicos. Ou seja, a economia dependente só não entrou em colapso já nos anos 70 porque se fortaleceram elementos típicos de uma economia independente, como o aumento do controle nacional pelo capital nacional (privado ou estatal) e a internalização da indústria de bens de capital. Mas, a partir dos anos 80, à exceção do curto interregno do Plano Cruzado, adotaram-se sucessivos planos econômicos cujo resultado prático, independente da consciência de quem os formulou ou executou, foi o reforço da característica dependente da economia brasileira, até atingir o limite da exacerbação com o programa implementado nos anos 90 por Fernando Henrique Cardoso.


Pergunta: Nesse sentido, como poderia ser caracterizado o período de Fernando Henrique?

Prof. Nilson: - Diz-se que, no começo de seu primeiro mandato, ele teria proposto que nos esquecêssemos do que havia escrito, como se estivesse querendo sugerir que seu programa de governo não guardaria qualquer relação com as idéias que teria professado. Depois, ele negou essa afirmação. Mas o certo é que, durante seu governo, fez exatamente aquilo que havia escrito. Em seu livro já citado, escrito nos anos 60, não apenas propugna que a dependência externa não bloqueia o desenvolvimento, mas vai mais além: professa que ela acelera e moderniza o desenvolvimento. Cheguei a dizer em meu livro que essa não é uma "teoria da dependência", como erroneamente se divulgou, mas uma "apologia da dependência". Pois bem, em seu governo - que, na verdade, começa não em 1995, mas em meados de 1993 -, implementa um programa, nos moldes do apregoado pelo "Consenso de Washington", que exacerba ao limite os aspectos dependentes da economia brasileira, tais como a desnacionalização do patrimônio e do mercado nacionais e a aceleração do endividamento externo. Mas, ao reforçar dessa forma a dependência externa da economia brasileira, ele terminou por provar justamente o contrário do que havia pregado: em lugar de acelerar o desenvolvimento, acelerou o estancamento da economia. O ritmo de crescimento do PIB em sua gestão foi ainda menor do que o ocorrido durante a primeira "década perdida". E, como demonstra o economista Reinaldo Gonçalves, foi a menor taxa de crescimento econômico ao longo do século XX no Brasil.


Pergunta: Mas, nestes tempos de globalização e de pensamento único, existiria um outro caminho?

Prof. Nilson: - Quanto ao pensamento único - que diz ser representado pelo ideário neoliberal -, nunca passou de uma farsa. Agora, é o próprio Fernando Henrique - que o implementou a exaustão no Brasil - que vem a público negar sua vigência histórica. Em palestra ministrada nos EUA, no começo de setembro de 2004, que teria o título de "O futuro do neoliberalismo", ele começou dizendo: "Não vou falar sobre o futuro, mas sobre o passado do neoliberalismo, porque ele não tem futuro". Na verdade, como demonstrei em meu livro O colapso do neoliberalismo, editado em 1995, nem passado o neoliberalismo tem. O próprio nome já é uma farsa: os neoliberais dizem serem os novos liberais, os que professam e praticam o liberalismo econômico, o qual prega o livre comércio. Ora, o liberalismo econômico dos fundadores da Economia Política, Adam Smith e David Ricardo, possuía vigência histórica, já que pregava a liberdade de comércio como forma de quebrar os monopólios feudais a fim de abrir espaço para o desenvolvimento do capitalismo. E foi exatamente isso que permitiu a formação inicial do sistema capitalista. No entanto, no atual momento, em que predominam em todas as economias capitalistas os monopólios capitalistas, sob as formas de trustes ou cartéis, pregar a saída do Estado da economia, como fazem os neoliberais, não resulta na liberdade de comércio, isto é, no aumento da concorrência, mas, ao contrário, no reforço desses monopólios no domínio da economia, isto é, no esmagamento de qualquer concorrência. A prática do ideário neoliberal se traduz, então, não na liberdade de comércio, mas na liberdade dos monopólios aumentarem seu domínio econômico. O neoliberalismo, na verdade, não passa de uma ideologia fundada em um conjunto de mitos que, precisamente por serem mitos, não têm sustentação na realidade.


Pergunta: Que mitos são esses?

Prof. Nilson: São vários, tais como a suposta eficiência do mercado, a suposta falência do Estado, o "fim da história". Mas o principal deles é o da "globalização". Demonstro em meu livro anterior - Ascensão e queda do império americano - que não existe globalização da economia. Existiria globalização se houvesse livre movimento internacional de capitais, mercadorias, força de trabalho e conhecimento, ou seja, se as fronteiras econômicas das nações houvessem sido abolidas. Mas nada disso se verifica na realidade. Os países da periferia do mundo capitalista abriram as suas fronteiras para a invasão do capital estrangeiro, mas não têm capitais para invadir os países desenvolvidos; abriram seus mercados para o ingresso de mercadorias provenientes dos países centrais, mas estes reforçaram suas fronteiras econômicas, sobretudo através de barreiras não tarifárias; o ingresso dessas mercadorias em nossos países destrói o emprego dos nossos trabalhadores, mas quando estes procuram migrar para os países centrais, como ocorre com os mexicanos que tentam atravessar o Rio Grande, são barrados e mesmo assassinados na fronteira; o conhecimento de ponta é guardado a sete chaves pelas corporações e governos dos países centrais. Assim, aquilo que se convencionou chamar de "globalização" não passa, pois, da tentativa de os monopólios dos países centrais dominar o mundo a fim de se apropriar - para explorar predatoriamente - de seu patrimônio, de suas fontes de matérias primas e de seus mercados, além de superexplorar sua força de trabalho. Ora, se não existem nem pensamento único nem "globalização", podemos e devemos buscar um outro caminho para o desenvolvimento de nossos países.


Pergunta: E que caminho seria esse?

Prof. Nilson: - É evidente que cada país deve trilhar seu próprio caminho de acordo com suas especificidades históricas, ainda que incorporando outras experiências históricas. No caso do Brasil, apresentamos ao final do livro um esboço de programa que procura sintetizar um amplo debate nacional que vem se desenvolvendo desde o início dos anos 80 nos meios políticos, sociais e acadêmicos. O aspecto básico desse novo caminho - que, parafraseando João Goulart, chamei de "Caminho brasileiro" - é a autodeterminação nacional, ou seja, é a recuperação da nossa capacidade de pensar com a própria cabeça e caminhar com as próprias pernas, isto é, traçar nosso próprio destino. A partir daí, seria possível incorporar as amplas massas da população aos frutos de seu próprio trabalho, que hoje são drenados para o exterior ou dilapidados na especulação financeira ou destinados ao enriquecimento de uma minoria. Esse caminho implica recompor o papel do Estado na economia, como forma de barrar o domínio externo, quebrar a ação monopólica, planejar o desenvolvimento econômico e coordenar a canalização dos recursos para a esfera produtiva e o bem-estar da população. Assim, se começaria a criar as condições para que a economia passasse a servir ao ser humano, em lugar deste servir àquela. A condição básica para garantir a sustentação de um caminho como esse é a realização de uma profunda Revolução Cultural, que tenha como ponto fundamental à emancipação da consciência nacional, isto é, que leve nosso povo a acreditar mais em si mesmo. As medidas constantes desse programa se encontram detalhadas no último capítulo do livro.


Pergunta: Na sua opinião, o governo Lula está implementando um programa com essas características?

Prof. Nilson: - Apesar de o livro não ter como objetivo a análise do governo Lula - até porque ele ainda está em sua fase inicial -, não pude me furtar a uma primeira avaliação desse início de governo, à qual dediquei o penúltimo capítulo do livro. Designei-o de "Pensar com a própria cabeça", que é um trecho de seu discurso de posse. Todos sabemos que a eleição de Lula se deu no bojo de um processo em que a grande maioria do povo brasileiro lutava por mudanças, depois de duas "décadas perdidas" e do agravamento dessa situação no período de Fernando Henrique Cardoso. Até o momento, o governo Lula vem respondendo de maneira contraditória a esse anseio de mudança. Em nível da política externa e de determinados aspectos da política interna - como determinadas ações do BNDES, da Petrobrás e do Ministério das Minas e Energia -, o governo vem desenvolvendo ações que buscam recuperar a capacidade do Brasil traçar seu próprio destino e firmar-se no cenário internacional como uma nação independente. No entanto, em nível da política macroeconômica implementada pelo Ministério da Fazenda e o Banco Central, tem-se mantido e, em alguns casos - como o da geração de saldos primários das contas públicas para pagar os encargos da dívida -, até exacerbado os aspectos básicos da política adotada pelo governo anterior. Têm-se adotado as racionalizações do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcos Lisboa, no sentido de que se devem utilizar os saldos comerciais do balanço de pagamentos para pagar os encargos do "passivo externo" (juros, lucros) - em lugar de reforças as reservas cambiais -, além de gerar um elevado volume de saldos primários nas contas públicas a fim de bancar os encargos da dívida pública, como forma de gerar credibilidade externa e diminuir a relação dívida/PIB para, depois, começar a baixar a taxa básica de juros e assim viabilizar a retomada sustentada do desenvolvimento. Enquanto isso, se deveria praticar uma política monetária rígida, isto é, com juros altos, a fim de viabilizar a "rolagem" da dívida. Esse caminho levou ao estancamento da economia no primeiro ano de governo - 2003 -, com suas naturais seqüelas no aumento de desemprego, que atingiu seu recorde, e na queda do salário real, que chegou ao fundo do poço. Em 2004, a atividade econômica voltou a animar-se, puxada pelas exportações - que vêm crescendo a uma taxa acima de 30% - e viabilizada pela ocupação de capacidade ociosa. As exportações vêm aumentando devido tanto à melhoria da economia mundial - que, em 2004, experimenta a maior taxa de crescimento em 20 anos - quanto à diplomacia do presidente Lula, que vem, de forma ativa, diversificando nossas relações comerciais. Mas essa política tem seus limites: de um lado, porque todos os dados indicam uma desaceleração da economia mundial a partir de 2005; de outro, porque, mesmo que o comércio exterior possa seguir se expandindo, o rápido esgotamento da capacidade ociosa imporá limites ao aumento da produção. A partir daí, a continuidade do crescimento da economia passará a depender de novos investimentos públicos e privados. Os primeiros exigirão mais recursos públicos, os quais demandarão menos superávites primários (irônica e contraditoriamente, o ministro Palocci acaba de anunciar o aumento do superávit primário de 4,25% do PIB para 4,5%); os segundos dependerão de uma substancial redução das taxas de juros. Portanto, a diplomacia capitaneada pelo presidente Lula, que, ao ampliar o espaço para nossas exportações, vem alavancando a atividade econômica, está em clara contradição com a política macroeconômica implementada pela Fazenda e pelo Banco Central, que, ao manter juros e saldos primários elevados, inviabiliza o investimento produtivo e, portanto, a continuidade do crescimento deflagrado pelas exportações.


Pergunta: Na sua opinião, qual será o desfecho dessa contradição?

Prof. Nilson: É difícil saber, até porque há vários séculos deixaram de nascer profetas. No entanto, no livro, defendo a posição de que as forças políticas e sociais comprometidas com o processo de mudança, em lugar de afastarem-se do governo Lula - o que poderia debilitá-lo e assim torná-lo mais suscetível às pressões externas ou de setores internos avessos às mudanças -, deveriam respaldar-se nesses aspectos positivos de seu governo, como a política externa, apoiar dentro do governo as correntes e personalidades comprometidos com eles e mobilizar a opinião pública como base para mudar a política econômica. O desfecho dependerá, naturalmente, desse embate, e não apenas das intenções ou práticas do governo. Mas acredito que as possibilidades para se firmar o caminho independente iniciado pela política externa são muito grandes. Só para dar um exemplo, a mobilização nacional na campanha "O petróleo é nosso" fez com que a lei (n. 2.004) afinal aprovada no Congresso, segundo substitutivo do saudoso deputado Euzébio Rocha, fosse mais avançada do que o projeto enviado pelo presidente Getúlio Vargas. Nesse sentido, ouvi recentemente uma entrevista do líder do MST, João Pedro Stedile, a propósito do "Grito dos Excluídos", em que ele dizia que eles se mobilizavam contra a atual política econômica justamente porque eram amigos do Presidente Lula e, por isso mesmo, procuravam se contrapor às pressões dos que queriam manter o status quo.




SOBRE O AUTOR

Nilson Araújo de Souza é formado em Economia pela Universidade Federal do Pará, tendo defendido Mestrado entre 1975/1976 em Economia Rural pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutorou-se pela Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM - 1978/1980) e pós-doutorou-se pela Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (1984/1985).
Foi professor convidado, professor visitante e professor pesquisador de inúmeras universidades, entre elas, a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Universidade Federal da Paraíba e Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM).
Atualmente, leciona na Universidade Ibirapuera, no Centro Universitário Belas Artes e na Fundação Instituto Tecnológico de Osasco e é colaborador do jornal Hora do Povo.
Publicou inúmeros artigos, teses, monografias e livros.

Livros
Crise econômica. São Paulo, Quilombo, 1982.
Reconstrução nacional. São Paulo, Global, 1984.
Na era do Cruzado. Rio de Janeiro, Guavira, 1986.
A nova ordem econômica internacional. São Paulo, Global, 1987.
Revolução brasileira. São Paulo, Global, 1989.
Teoria marxista das crises. São Paulo, Global, 1992.
Plano FHC: economia em marca à ré. São Paulo, ITDP, 1994.
O colapso do neoliberalismo. São Paulo, Global, 1995.
Causa nacional. São Paulo, Senac, 1998 (com outros autores).
A guerra do Brasil. São Paulo, Textonovo, 2000 (com outros autores).
Pensamentos políticos. Santa Maria (RS), Pallotti, 2000 (Org. Werner Rempel).
Ascensão e queda do império americano. São Paulo, CPC/Mandacaru, 2000.

Teses e monografias
Teorias das crises e a crise mundial. Trabalho de conclusão do pós-doutorado, Economia, FEA-USP, 1985.
Crisis y luchas de clases en Brasil — 1974/1979. Tese de doutorado, Economia, UNAM, México, 1980.
Marcos conceituais para o estudo da repartição da renda. Tese de mestrado, Economia Rural, IEPE-UFRGS, 1976.
A economia brasileira pós-1964. Monografia do curso de graduação em Economia, 1973.

 


QUARTA CAPA

Esta é a mais completa radiografia econômica, social e política dos últimos 50 anos da história brasileira. Economista, o autor entende que só a partir de uma análise mais abrangente que incorpore o social e o político torna-se possível compreender em profundidade a dinâmica da Economia.

Partindo dessa concepção, constata que o período da história brasileira situado entre a segunda metade dos anos 50 e a primeira dos anos 70 é a etapa em que nasce, cresce e chega ao apogeu a nova economia dependente no Brasil. A partir de então, inicia-se a longa e inexorável agonia da dependência. Nesse período, tornou-se evidente que a dependência não apenas bloqueia como deforma o desenvolvimento econômico.

Apesar disso, na década de 90, praticando aquilo que escrevera em meados dos anos 60, Fernando Henrique Cardoso, guindado à chefia do governo, exacerbou ao limite a dependência externa da economia brasileira, prometendo que isso traria a modernidade, o desenvolvimento e a justiça social. Mas o que conseguiu foi acelerar mais ainda a agonia da dependência, produzindo, em conseqüência, a regressão econômica e social, a menor taxa de crescimento, os maiores índices de desemprego, os menores níveis de salário real e os maiores níveis de pobreza da história brasileira.

Havendo concluído que a economia dependente chegou a seu limite, não oferecendo qualquer perspectiva de desenvolvimento futuro, o autor esboça as linhas gerais de um programa econômico que poderia conduzir o País a um novo padrão de desenvolvimento econômico, social e político, capaz de aproveitar as potencialidades desenvolvimentistas da economia brasileira e abrir espaço para transformações mais profundas.

O autor, professor Nilson Araújo de Souza, é doutor em Economia pela Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), com Pós-doutoramento na USP. Escreveu vários livros sobre teoria econômica, economia internacional e economia brasileira, consagrando-se como um dos principais analistas da economia contemporânea.

Com este lançamento, a Editora Alfa-Omega sente-se honrada em cumprir o seu papel na divulgação de trabalhos que torne, cada vez mais, o Brasil um País dono do seu destino.



DEDICATÓRIA

Dedico este livro à minha mulher-companheira, Luisa, e a meus filhos, Paulinho, Mariana, Alexandre e Sara, pois, sem a compreensão e o apoio deles, não teria chegado ao fim de mais esta missão. E também à minha linda netinha, Maria Eduarda, futuro, fonte de inspiração e esperança de um mundo melhor.

 


APRESENTAÇÃO

Se todos quisermos,
podemos fazer deste país
uma grande Nação
.”
(Tiradentes)

Depois de pouco mais de uma década de experimento neoliberal no país, as urnas de 2002 indicaram a intenção do povo brasileiro de tentar um novo caminho. Abertas as urnas, a primeira conclusão a que chegamos foi a de que, independentemente da trajetória futura do novo governo, a ampla maioria dos brasileiros, ao derrotar eleitoralmente o projeto neoliberal, havia tomado a decisão de mudar o “modelo econômico” que vigora no país. Poucas vezes em sua história, a auto-estima de nosso povo esteve tão alta. Poucas vezes, ele acreditou tanto em si mesmo.

Foi com essa avaliação que decidimos desembrulhar todas as reflexões e pesquisas que havíamos feito nos últimos 30 anos e, à luz do nosso ponto de vista atual, condensá-las num estudo que abrangesse a história econômica das últimas cinco décadas de nosso país.

Nossa conclusão básica é a de que esse período, que caracterizamos como economia brasileira contemporânea, e que vai do governo de Juscelino Kubitschek ao de Fernando Henrique, corresponde ao processo de nascimento, desenvolvimento e agonia do padrão dependente de reprodução do capital no Brasil.

Na sua radiografia, partimos do exame da base material, isto é, das relações que suportam a produção e distribuição de riquezas, mas, como “tudo se relaciona”, não deixamos de examinar suas implicações nas esferas do social e da política, e também o rebate dessas esferas no domínio da economia.
A história recente da economia brasileira é a história da longa agonia desse padrão de reprodução. Havendo se esgotado desde os anos 70, ganhou um fôlego inicial graças às mudanças promovidas na época pelo II PND de Geisel; a partir de então, vem se arrastando qual morto-vivo, que, para não morrer de vez, se embriaga no sangue dos vivos. E, no seu rastro de sangue, vai deixando morte, fome e miséria.

Concluímos o livro com a discussão sobre a necessidade de um novo “modelo de desenvolvimento”, que, em homenagem às transformações interrompidas em 1964, designamos de “Caminho brasileiro”. Trata-se de um conjunto de idéias que, recolhidas da experiência anterior do nosso país, da realidade hodierna e dos debates e embates de que participamos nas últimas três décadas, esperamos servir de arma para as lutas pela transformação do Brasil.

Esperamos que não apenas as pessoas da nossa geração, mas, sobretudo, as integrantes das gerações mais jovens possam se apropriar dessa arma e empunhá-la na construção de um Brasil independente, democrático e justo. Pois Independência, Democracia e Justiça Social são as grandes bandeiras em um mundo no qual a potência hegemônica aspira a sua recolonização.

Ainda que escrito sob o signo da paixão, a busca de objetividade esteve presente em todos os momentos da investigação e reflexão que culminaram neste livro. Pois sabemos que a mudança só se realiza se tem como base o conhecimento científico da realidade. Neste caso, a paixão pelo Brasil, em lugar de obscurecer, ajudou a iluminar os vãos e os desvãos da nossa história contemporânea. Só a manutenção do status quo pode conviver com o embuste no terreno das ciências.

Pensar com a própria cabeça, caminhar com as próprias pernas, enfim, traçar o próprio destino — é o lema.

 


TÁBUA GERAL DA MATÉRIA

Sobre o Autor, xiii
Dedicatória, xv
Apresentação, xvii

1. A dinâmica da economia dependente, 19
A apologia da dependência, 22
Marx decifrou o código da economia de crise, 29
Padrão de reprodução do capital e “ciclo longo”, 36
Padrão dependente de reprodução do capital e ciclo econômico, 42
Economia independente e capitalismo de Estado, 46

2. Nasce a nova dependência no Brasil, 53
“50 anos em 5” de JK: recomeça a invasão estrangeira, 59
Capital estrangeiro muda perfil da indústria, 64
Capital estrangeiro promove monopolização precoce, 74
Expansão de duráveis exige superexploração do trabalho, 77
Luta entre dois caminhos: independência econômica ou dependência externa, 79
Com Jango, nacionalismo volta ao centro do poder, 87
Disputa entre dois “modelos” provoca crise, 90
Mobilização popular deflagra “Reformas de Base”, 93
Decifrando o golpe de 64, 98

3. Ditadura cria condições para economia dependente, 109
PAEG: limpar o terreno para o modelo dependente, 110
Trio Bulhões-Campos-Simonsen põe em prática suas idéias sobre inflação e capital estrangeiro, 115
Persistência da crise econômica favorece reanimação da luta democrática, 120
A encruzilhada de 68, 126
“O golpe dentro do golpe” consolida ditadura e modelo dependente, 131

4. Condições internas garantem “milagre” 137
Mudança na política econômica, estatais e arrocho salarial garantem “milagre”, 139
Capacidade ociosa e emergência de conflitos interimperialistas favorecem elevação da taxa de lucro e retomada da economia, 143
Dinamização do mercado de capitais e de crédito favorece rentabilidade das empresas e retomada econômica, 145
Melhoria das exportações favorece reanimação da economia, 148
Capital estrangeiro espera pela consolidação da ditadura e reativação da economia, 151
Importação de bens de capital pressiona taxa de lucro para baixo, 153
Superexploração do trabalho garante “milagre”, 159
Crescimento “desproporcionado” do setor de duráveis exige superexploração do trabalho, 167
Monopolização sob controle estrangeiro inviabiliza a formação do capital financeiro nacional, 173
Intensificação do controle estrangeiro acirra contradições, 179
“Modelo dependente” exige ditadura aberta, 186

5. A economia dependente entra em agonia, 193
Composição orgânica do capital dispara e empurra taxa de lucro para baixo, 196
Resistência operária dificulta aumento do grau de exploração, 199
Crise nos países centrais drena excedentes brasileiros e deprime taxa de lucro, 206
Investimento estatal adia crise, 210
Avanço da luta política ameniza arrocho salarial, 216
Esgotamento da economia dependente, 223
Esgotamento da ditadura favorece lutas democráticas e populares, 236

6. II PND: resposta nacional à crise da dependência, 249
II PND visava vencer a crise, a dependência externa e o subdesenvolvimento, 253
II PND desenvolve setor I (meios de produção) e reduz peso do capital estrangeiro, 257
Política de diversificação das exportações ajuda a manter o crescimento da economia, 265
Crise restaura rentabilidade do capital, 267
Estado alavanca economia com II PND, 269
Campanha antiestatizante desacelera II PND, 277
Projeto de institucionalização da ditadura começa a naufragar, 284
Movimento popular reentra na cena política, 289
Investimento privado cai, mas investimento público garante crescimento da economia, 296
Oposição disputa com governo sucessão de Geisel, 301
Lutas populares assumem caráter de massa, 305

7. Programa de Delfim/FMI inaugura “décadas perdidas”, 313
De novo, os dois caminhos, 315
Delfim opta pelo caminho do “ajuste externo” e promove o corte do investimento público, do crédito e do salário, 317
Começa a “década perdida”, 321
Para justificar sua estratégia recessiva, Delfim ataca II PND e estatais, 324
Ditadura tenta dividir oposição na expectativa de evitar derrota eleitoral em 1982, 328
Gudin, já decrépito, propõe golpe e agravamento da recessão, 332
Desnorteados, Delfim e Figueiredo buscam apoio nos EUA, 337
Necessidade de enfrentamento da dívida externa, 340
1o “pacote” do FMI agrava recessão, 347
Mobilização dos trabalhadores derrota novo “pacote” do FMI, 351
Governo baixa novo “pacote” para arrochar salários e pagar mais juros aos bancos estrangeiros, 354
Objetivo estratégico do FMI/EUA: desnacionalizar economia e impedir “um novo Japão na América do Sul”, 357
Nova derrota no Congresso leva governo a atenuar aperto salarial, 359
“Diretas-já” e “Tancredo presidente” dão fim à ditadura, 361
Projetos do II PND garantem superávit comercial, 367

8. “Nova República” ensaia mudança com Cruzado, 371
“Nova República” começa pelo enterro do “entulho autoritário”, 374
Mudanças econômicas são retardadas; equipe da Fazenda insiste em manter política econômica do FMI, 375
Confronto entre dois caminhos imobiliza política econômica, 380
Nova equipe livra-se do FMI e começa a mudar política econômica, 383
Sangria externa bloqueia investimento produtivo e acelera inflação, 386
I PND da “Nova República” prioriza mercado interno e combate à dívida externa, 388
Plano Cruzado enfrentou a inflação com combate à especulação e à concentração de renda, 391
Cruzado promove crescimento da economia e distribuição de renda, 395
Adiamento da moratória compromete sucesso do Cruzado, 398
Não-enfrentamento da sangria externa enseja retorno da inflação, 402
Anti-Cruzado provoca indignação popular e derruba equipe econômica, 406
Plano Bresser promove violento arrocho salarial, 410
Plano Verão promove estagnação da economia e superinflação, 413
Mailson antecipa Collor na abertura para o capital estrangeiro e na desestatização, 417
“Constituinte cidadã” aprofunda direitos sociais e estabelece controle nacional sobre economia nacional, 418
Sarney na contramão: conjeturando sobre razões do retrocesso, 427
Frustração nacional depois do anti-Cruzado garante eleição de Collor, 429
Os números da primeira década perdida, 432

9. Plano Collor inaugura “Consenso de Washington”, 435
Plano Collor: seqüestro dos ativos financeiros, abertura econômica, privatização e confisco salarial, 441
Plano Collor promove violenta recessão, 447
Collor sentou as bases para abertura, desnacionalização e privatização, 453
“Privatização” da USIMINAS deflagra luta pelo impedimento de Collor, 457
Crise econômica, denúncias de corrupção e mobilização popular derrubam Collor, 460
Itamar assume a Presidência, baixa os juros, e economia volta a crescer, 463
Aceleração da inflação reacende fúria recessionista dos tucanos e da mídia, 465
Último bastião de Itamar: “Agenda Brasil”, 471

10. Plano FH: desnacionalização do mercado interno 481
Primeira etapa do Plano FH: subida dos juros para atrair capital especulativo externo, 485
Segunda etapa do Plano FH: instituição do FSE para extorquir dinheiro da sociedade e beneficiar os bancos, 488
Terceira etapa do Plano FH: criação da URV para confiscar o salário e aumentar a rentabilidade dos monopólios, 492
Quarta etapa do Plano FH: instituição do real “para que o país chegue às eleições”, 501
Quinta etapa do Plano FH: “âncora cambial” para promover importacionismo subsidiado e invasão do mercado interno, 511
Plano FH consolida o programa de desnacionalização do patrimônio público, 523
Capital estrangeiro, mídia e “estelionato eleitoral” guindam Fernando Henrique à Presidência, 529

11. Plano FH: desnacionalização do patrimônio nacional, 533
Crise mexicana força primeiras correções no Real, 536
“Âncoras” do real aceleram o endividamento e crise financeira e desaceleram a economia real, 539
FH quebra domínio público sobre setores estratégicos e sucateia FFAA, 547
CNBB: “Não é justo que se roube dinheiro dos pobres para injetar no sistema financeiro”, 556
Mobilização popular impede que governo imponha sua “reforma da Previdência”, 559
Relaxamento das restrições monetárias não consegue reanimar economia, 562
“Economia” que anda bem é a dos bancos, 565
Ameaça de “desaquecimento” era reação servil ao crescimento do rombo externo, 571
Queriam fazer “modelo exportador” penalizando as exportações, 574
Governo cobre déficit externo crescente com entrega do patrimônio e mais endividamento, 576
Festival de corrupção para aprovar reeleição, 577
“Vender a Vale é vender o Brasil”, 581
Bancos nacionais foram cevados para serem entregues a grupos estrangeiros, 588

12. Plano FH/Real entra em colapso, 591
Invasão do capital estrangeiro agrava deterioração das contas externas, 593
O Brasil foi “contaminado” pelo “vírus asiático” porque a “política de abertura” havia destruído sua “imunidade”, 596
Governo responde a impacto da crise asiática com mais medidas recessivas, 600
Nem oferta de mais patrimônio e maiores ganhos evita debandada do capital especulativo, 602
FH mergulha em “inferno astral”, 605
Entrega da Telebrás: “FH vende a soberania nacional”, 607
Governo submete-se à chantagem dos especuladores e recorre ao FMI, 611
FH se reelege com confiança de apenas 17,68% dos eleitores 615
Governo FH aumenta escorchamento fiscal e entrega de patrimônio público para segurar capital estrangeiro, 616
Fuga em massa dos capitais especulativos provoca colapso do Plano Real, 618

13. Plano FH/Fraga entra em colapso, 625
Aceleração do rombo externo mantém turbulência na área externa, 627
Desvalorização do real acelera inflação, mas impede recessão mais profunda, 630
“Metas de inflação” impedem política econômica autônoma, 631
Objetivo da política de “metas de inflação”: garantir retorno do capital à esfera internacional, 635
Reanimação econômica puxada pela exportação tem duração efêmera, 637
Endividamento, desnacionalização e abertura bloqueiam crescimento da economia, 643
Governo autoriza operação fraudulenta para justificar desnacionalização do Banespa, 646
Protecionismo dos países ricos bloqueia crescimento movido a exportação, 649
Deterioração das contas externas e da dívida pública provoca colapso do câmbio flutuante, 655
Colapso nas contas externas leva a segundo “acordo” com o FMI, 657
Elevado passivo externo engendra nova fuga de capitais e novo colapso das contas externas, 660
Colapso externo leva FH a 3o “acordo” com FMI e a mais arrocho fiscal e monetário, 663
Aperto geral na economia provoca recessão no final do governo FH, 666

14. Herança maldita, 673
Herança 1: “modelo” incapaz de gerar crescimento econômico 676
Herança 2: projeto da ALCA, isto é, da recolonização da América Latina, 680
Herança 3: desemprego, arrocho salarial, fome, miséria, 686
Herança 4: escalada inflacionária, 692
Herança 5: desnacionalização, endividamento explosivo e vulnerabilidade externa, 696

15. Pensar com a própria cabeça 703
Lula: “pensar com a própria cabeça; andar com as próprias pernas”, 708
Lula: “Não podemos errar desta vez”, 718

16. Caminho brasileiro, 727
Autodeterminação nacional, 730
Desprivatização do Estado, 732
Estatização do sistema financeiro, 733
Encampação dos monopólios, 735
Nacionalização do solo, 736
Integração nacional, 737
Democratização dos meios de comunicação 738
Autodefesa nacional, 738
Democratização do Estado, 740
Mudar a estrutura econômica, 741
Quem produz a riqueza deve se beneficiar dela, 745
Revolução cultural para emancipar a consciência nacional, 751

Apêndice, 753
Tabela 1 — Taxa de lucro, taxa de mais-valor e composição orgânica do capital na indústria de transformação — 1962–1974, 755
Tabela 2 — Rentabilidade do patrimônio de diversos ramos da atividade econômica (%) — 1973–1976, 757
Tabela 3 — Rentabilidade do patrimônio (%) — 500 maiores empresas — 1974–2001, 759
 

Repercuss�o na imprensa

Livro A Longa Agonia da Dependência sublinha a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento

Lançamento do novo livro de Nilson Araújo de Souza, pela Editora Alfa-Omega, reúne personalidades e intelectuais em São Paulo

A história recente da economia brasileira é a história da longa agonia do padrão dependente de reprodução do capital no Brasil, destaca o economista Nilson Araújo de Souza, na apresentação de seu livro A Longa Agonia da Dependência, lançado no dia 15 de setembro, no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.



 Jornal Hora do Povo - MORTO-VIVO
 
 

Autor de outros 12 livros sobre questões econômicas e políticas é Nilson lembra que o padrão dependente, havendo se esgotado desde os anos 70, ganhou um fôlego graças às mudanças promovidas na época pelo II PND [Plano Nacional de Desenvolvimento] de Geisel; vem se arrastando qual morto-vivo, deixando no seu rastro de sangue, morte, fome e miséria.
 
Concluímos o livro com a discussão sobre a necessidade de um novo "modelo de desenvolvimento", que, em homenagem às transformações interrompidas em 1964, designamos de "Caminho Brasileiro", afirma o economista que enfatiza: "esperamos sobretudo que os integrantes das geraçõeses mais jovens possam se apropriar dessa arma e empunhá-la na construïção de um Brasil independente, democrático e justo. Pois Independência, Democracia e Justiça Social são as grandes bandeiras em um mundo no qual a potência hegemônica aspira a sua recolonização.

Durante o lançamento, que foi precedido por um debate com a participação do Cônsul da África do Sul, Derick Moyo e do jornalista Igor Fuser, com a presença do pró-reitor acadêmico do Centro Universitário Belas Artes, Sérgio Augusto Malacrida, onde atuou como moderador, Nilson destacou: "cheguei a conclusão de que era necessário um livro que funcionasse como uma espécie de biografia da nossa economia contemporânea e que esta é uma economia capitalista dependente que tem sua especificidade, sua dinâmica moldada pela sua dependência externa. Nos anos 60 e 70 vivemos o apogeu deste modelo, que depois de 74, nunca mais apresentou um crescimento significativo. Nos anos 80 obtivemos um crescimento médio de 2,9% ao ano e nos 90 nos retraímos para um crescimento de 1,9% ao ano.
 
Para a tomada de decisões políticas corretas, sublinhou Nilson, é importante a compreensão deste modelo. "Foi para contribuir com este entendimento, que escrevi este livro", concluiu.

 DEBATE

No debate, o cônsul Derick Moyo ressaltou que a África do Sul condena todas as formas de discriminação e neste sentido somos contra a intervenção como a que aconteceu no Iraque depois da ONU ter afirmado que não havia armas de destruição em massa no país. As relaçõeses com o Brasil, acrescentou Derick, são muito cordiais, estão crescendo e se aprofundando, com acordos bilaterais políticos e de cooperação. O cônsul destacou o recente acordo Índia, Brasil, África do Sul, que busca fortalecer a unidade entre os países do sul para reforçar nossa agenda comum nas organizações internacionais como a OMC. Com essa união criamos um novo fórum com peso internacional onde chegamos a um acordo sobre a necessidade de reformulação do Conselho de Segurança da ONU com a inclusão de países como o Brasil.
 
Igor Fuser falou sobre as reservas de petróleo e a política externa dos EUA, e destacou que o fator petróleo é fundamental para entender conflitos atuais. Uma invasão como a do Iraque pelos EUA não se pode entender se desconsiderarmos o fator petróleo. Os conflitos que hoje assistimos na Rússia, a tentativa de intervenção na Venezuela tem essa estratégia de dominação e supremacia norte-americana como pano de fundo. No Sudão vemos mais uma vez a tentativa dos EUA de impor sua presença e isso eles tem feito aonde podem. Querem intervir em todo lugar onde haja petróleo, gostariam de ter o petróleo da África como propriedade sua, finalizou o jornalista.
 
Jornal Hora do Povo, 24/09/2004

Pedidos
EDITORA ALFA-OMEGA LTDA.
Rua Lisboa, 489 - CEP 05413-000 - São Paulo - SP
Tel. (0xx11) 3062-6400 - Fax (0xx11) 3083-0746
http://www.alfaomega.com.br
E-mail: alfaomega@alfaomega.com.br
 
Disque Livros
 

Em sua casa, escritório ou escola, livros de qualquer assunto, de qualquer editora. Entregamos na grande São Paulo, taxa de entrega R$ 8,00, se o seu pedido for inferior a R$ 60,00; para outras localidades, via sedex por conta do cliente.

Catálogo informatizado com mais de 142 mil títulos. Tel.: (011) 3062-6690 - Fax.: (011) 3083-0746

Webmaster: Aleagi
EDITORA ALFA-OMEGA LTDA.
Rua Lisboa, 489 - CEP 05413-000 - São Paulo - SP
Tel. (0xx11) 3062-6400 - Fax (0xx11) 3083-0746
Há 35 anos publicando o Pensamento Crítico Brasileiro

Web site engine's code is Copyright © 2003 by PHP-Nuke. All Rights Reserved. PHP-Nuke is Free Software released under the GNU/GPL license.
Tempo para gerar esta página: 0.06 segundos